sexta-feira, 9 de maio de 2008

Manhã de chuva.

Sexta-feira. Manhã. Chuva.
Lá fora, os transeuntes entrechocam-se com os guarda-chuvas abertos, tentanto conquistar o seu lugar na multidão, abrir o seu caminho até ao emprego.
A um dado momento, o semáforo obriga-os a parar. Sei que debaixo de cada concha colorida se esconde uma pessoa. Entre eles, tu estás de gabardine clara e com um dossier claro por cima da cabeça. Foste surpeendida. Vejo-te atravessar a rua, pacientemente, submissa ao temporal que se abateu sobre a cidade depois de teres saído de casa.
Estás de saia, ligeiramente abaixo do joelho, com umas botas de cano mais alto que quase fazem de ti uma cavaleira. A gabardine nao me deixa ver mais. Bebo mais um pouco de café. Gosto dele ligeiramente amargo e muito quente, o suficiente para não se beber de uma vez só, pois pode queimar a garganta...

Os teus cabelos não conseguem livrar-se de muita água que se lhes cola às pontas. Um carro passa, dois e três. Depois passas tu, no meio da turba incontrolável. Páras na protecção central. Está vermelho outra vez. Hora de ponta. A poça de água junto à passadeira levanta-se pelo ar, invadida pelos pneus de um autocarro. Faz os peões recuarem em bloco. Tu és empurrada para trás. Destacas-te dos demais por não teres guarda-chuva. Alguém te agarra para não pisares a faixa de rodagem.

Entras no edifício de escritórios. Aguardo-te junto à porta para te ver chegar. "Bom dia!" Baixas os olhos e tiras a gabardine encharcada. Agora posso ver-te. Trazes uma camisa larga e ligeiramente transparente que revela a tua roupa interior preta. Os teus seios marcam a sua posição dominante. O aguaceiro fez os teus mamilos denunciarem-se. Depois de pendurares a gabardine, vais para o teu gabinete, para onde eu te sigo. Poisas o processo em cima da mesa e eu fecho a porta. Tranco-ta. Quando ouves isso, levantas a cabeça, mas continuas de costas para mim. Viras ligeiramente a cara para tentar ver sobre o teu ombro, sabendo de antemão o que vai acontecer.

Encosto-me a ti. Colo-me a ti. Sentes o algo duro contra o meio das tuas nádegas, a querer entrar sem pedir licença. As minhas mãos colam-se às tuas mamas, sentindo-lhes os contornos. Não há mais ninguém. O martelo pneumático na obras na rua, mais abaixo, anulam o resto dos ruídos exteriores. Abro-te a camisa pacientemente, botão a botão. Depois, levo as mãos às tuas coxas e, de um ímpeto, levanto-te a saia. Apanho a tesoura que está no cartucho das canetas e corto-te as cuecas, a única coisa que separa o meu sexo do teu. Está limpa, sem pêlos. Rapaste-os na ânsia deste momento.

"És minha!", sussurro-te ao ouvido enquanto abro as janelas. Por trás, forço-te à varanda com a camisa aberta para quem quiser ver. O soutien mantém-se no sítio. Corto-o também. Quero sentir as tuas mamas livres quando estiver a dar-te bem forte. Pedes para te comer. E eu enterro o meu pau no teu buraco húmido, enquanto te seguro as mamas para não caíres lá abaixo. Meto uma vez e tiro. Repito. E outra vez. Depois já não saio lá de dentro. Sinto-te escorrer de prazer. Aperto mais as tuas mamas enquanto te dou mais uma estocada. Dou uma volta contigo e abro-te as pernas. A saia está sobre a tua cintura. A camisa agora está levantada sobre as tuas costas, quase a chegar aos ombros. Estás vulnerável, só para mim. Ajoelho-me e lambo o teu segredo, que anseia por se vir. "Vem-te dentro de mim!" pedes com um leve suplício. Estremeces de prazer. Agora tens as mãos apoiadas sobre a secretária. Eu abro-te os lábios e passo a minha língua aberta sobre toda a largura do teu sexo, desde o clítoris até ao ânus. Lentamente. Vens-te só com o desejo. Sinto as tuas coxas estremecerem. As tuas pernas mal aguentam. A tua saia recobre-me agora a cabeça. O teu corpo faz uma curva perfeita de noventa graus, deixando pendidas as tuas mamas, cujos mamilos agora apontam ao solo, a pedirem para ser trincados. Roço-lhes o peito das minhas mãos enquanto meto a minha língua na tua vagina, tentando chegar ao útero.

"Quem sou eu?" ´pergunto-te baixinho. "És o meu dono! Quero dar-te prazer. Só a ti! Dá-me depressa! Deixa-te vir dentro de mim" E eu enfio o meu sexo, mantendo-o estático durante alguns momentos.

Sinto a tua vagina a latejar, a contorcer-se. Tentas fechar as pernas para me sentir mais mas eu não deixo. Os meus pés impedem os teus de se juntar. Vou-te ter como eu quiser e não como tu quiseres.
"Quem sou eu?", pergunto de novo. "És o meu dono!", respondes mansamente. "Vou vir-me dentro de ti. Quero que sintas o meu prazer a escorrer dentro de ti. Quero que o meu jacto atravesse as tuas entranhas até eu gritar de prazer. Quero ter-te quase a vir e não te deixar vir." Pego na tesoura e encosto as suas lâminas ao teu peito. "Estás a sentir?" Respondes que sim, submissa e trémula. "O teu dono manda-te ajoelhar. Vou-te comer de quatro, ouviste?" Pões-te de quatro e eu seguro-te nas ancas para tu não poderes mexer-te. Imobilizo-te puxando as ancas contra mim e forçando-me dentro de ti. A tesoura, entretanto caída, reluz - ora sim, ora não - com a claridade que vem da janela. Fechas os olhos com força quando eu te dou uma valente palmada na anca, que te causa alguma dor. A minha mão fica marcada. Dou-te outra e outra, até se perderem os contornos dos dedos e a vermelhidão parecer uma circunferência. As estocadas são cada vez mais frenéticas. Venho-me sonoramente. Tu não; ainda não estavas preparada.

Eu jogo a mão à tua racha e retiro algum do meu prazer, que descobre assim a luz do dia. Enquanto te agachas, algum cai no chão directamente da tua púbis completamente depilada. Apanho algum a meio e meto-o na tua boca, que se lança aos meus dedos numa sofreguidão desesperada. Agora estás sentada no chão. Eu estou de pé. Olhando para cima, o meu pau está entre os teus olhos. Lambes por baixo, agarrando com a mão esquerda. Ruído nas escadas. Olhas para trás e eu agarro-te no cabelo preto e forte e chamo-te a atenção para o teu dever: mama! E tu chupas e lambes, num fellatio divinal que me leva ao êxtase. Entretanto, o teu sexo deixa sair o resto para o chão. quando te levantas, a marca da tua presença fica indelével no chão de alcatifa. Para mais tarde recordar.

São dez da manhã.O telefone toca. Saltas do chão e atendes e viras-me o teu rabo. Enquanto falas com o teu interlocutor, aproveito e espeto o meu pénis no teu buraco. Vou e venho e a tua conversa começa a ser entrecortada com uma respiração ofegante. O interlocutor apercebe-se disso e pergunta se tudo está bem. Respondes que sim, enquanto o teu cabelo varre a secretária de modo frenético. Mordes o lábio para não gritares de prazer enquanto eu me venho novamente entre as tuas nádegas, sonoramente, a ponto de o telefone se desligar do outro lado. Jogas-te paa cima da secretária. Os teus mamilos tocam na superfície ainda fria. Abres os braços, em posição de total submissão. "Sou tua. Faz de mim o que quiseres."

domingo, 4 de maio de 2008

O hotel.

Chegada ao local do encontro, traz a saia curta e leve que eu lhe tinha pedido, a meio da coxa. A saia preta fica-lhe a matar... Se o vento lhe dá mais forte, corre o risco de mostrar a roupa interior, branca, de algodão.

Chegou à hora. Ainda bem... As coxas perfeitas denunciam-se pela ligeira brisa que se lhes deixa colar a saia. Está receptiva. Os mamilos espetam-se com a brisa, da excitação por este encontro às cegas... e... o cabelo está solto pelos ombros. A camisa - laranja, como combinado - dá-me a entender que é a pessoa que eu espero. O seu corpo é denunciado pela deslocação da massa de ar que a envolve. Aquela roupa pede para saltar fora daquele corpo; não lhe pertence. Ligeiramente maquilhada, está na posse da sua pujança física de mulher sexualmente madura, que não precisa de químicos para ser mulher; para conquistar quem quiser. Mas hoje não: é desejada pelos três homens que se encontram no café do hotel. Mas será minha e apenas minha. E ela sabe.

Deixo-me estar. Vejo-a perscrutar o local, correndo com os olhos todas as pessoas, na ânsia de me descobrir. Não me revelo. Quero vê-la ansiar pelo encontro. Viro mais uma página do jornal... O Benfica tornou a perder (que novidade...). Volto a olhar para ela. Quero medir cada inspiração; quero senti-la cada vez mais desesperada por não saber ainda quem irá possuí-la dentro de alguns minutos. Ela só sabe que alguém irá vir-se dentro de si. Mas dos presentes, quem será? Pode ainda não ter chegado.

Pede um café e uma água. Procura na carteira algo que não revela. A sua mão remexe lá dentro para garantir que traz algo. Agora sou eu quem está curioso. Apenas detecto algo brilhante, prateado, mas não consigo descortinar o que se trata. Não é uma arma, pelo menos... Eu deixo-me estar. Meço-lhe cada movimento.

Olha para mim. Não se interessa. Olha para o relógio. Desconfia que eu esteja atrasado? Mal sabe ela que já ali estou... O tempo vai-se arrastando. Chega o café e a água. A empregada destapa a garrafa e deixa correr parte dela para o copo, que acompanha a encomenda. Paga já, para o caso de ter que sair inesperadamente. Está disponível. Quer estar disponível. quer dar prazer...

Desconhece a terra e este local. Está num ambiente estranho. O átrio do hotel parece-lhe um corredor interminável. Passa meia hora. Três quartos de hora... Levanta-se, põe a mala ao ombro e dirige-se à recepção. Faz o check-in. Carrega sensualmente a sua mala até ao elevador. Caminha de saltos altos com a sensualidade de uma virgem. Com alguma impaciência, mantém os óculos escuros sobre a cabeça, a segurar o cabelo por detrás das orelhas, que me apetecem mordiscar. Vejo-a por trás. As curvas são proibitivas; o corpo convida ao mergulho nú. Desloca-se como uma mulher perfeita, mexendo discretamente as ancas e apenas o necessário para se deslocar sensualmente. Transborda de feminilidade.


Chama o elevador. Olha uma vez mais para o café, na esperança de ver quem a aguarda. Outra vez para o relógio. A porta do elevador abre-se e ela entra. Décimo primeiro andar. Toca no botão. Espera-a um longo trajecto para cima. O tempo demora... A porta tarda em fechar. Onde estarei? A frustração espelha-se-lhe na cara. A campainha do elevador soa, num aviso de fechamento das portas. Ninguém mais por perto. A recepção do hotel fica para além da esquina; não há mais ninguém. a tarde será calma. Onde estarei?

A porta não se fecha totalmente. Uma mão impede-a e as portas abrem-se. Um homem introduz-se no elevador. "Boa tarde! Vai para que andar? Décimo primeiro? O meu é o seguinte" e carrega na tecla respectiva e coloca-se paralelo a ela, equidistante para a porta. A porta fecha-se e a sua mão desloca-se sem hesitações para o meio das pernas dela, levantando-lhe a saia sem brusquidão, mas com determinação. "Vi-te desde que chegaste. Quero meter os meus dedos no teu sexo." Primeiro andar... Nisto, vira-se e ficam ambos frente-a-frente. O seu membro já é pequeno para caber nas calças e pede para sair. Estretanto, a saia também é pequena para acolher a sua mão. Ela tenta respirar mas é impedida. "Não grites! Era isto que querias, eu sei!". Terceiro andar... Olhos arregalados, assiste impotente à sua camisa ser aberta. "Quero chupar-te as mamas!" Enquanto o faz, os seus dedos entram no seu sexo molhado, aos dois. Agitam-se lá dentro, numa luta para ver qual deles chega primeiro ao colo do útero, sinal de que estavam no mais profundo dela. Quinto andar... A saia não resiste ao embate de corpos e levanta-se, deixando ver as cuecas de algodão branco que, em tempos, se colavam totalmente à vagina e à púbis. Os elásticos são ultrapassados por fortes dedos que sabem o que querem. Ele é maior do que ela e deixa-a completamente desarmada. As pernas abrem-se mais e ela fica suspensa e presa entre o corpo dele e a parede do elevador... Sétimo andar. Passam os segundos e ela é virada contra a parede do elevador. Os seus pés voltam a tocar no chão. As cuecas saem com alguma colaboração. As pernas abrem-se sem resistência, deixando ver os dois orifícios. Ele ajoelha-se para ter uma melhor visão. Ela quere-o dentro dela. "Dá-me com força como se não houvesse amanhã!" Nono andar. Ele mete-lhe um bocado da língua... Por décimos de segundo. O cheiro a sexo deixa-o numa excitação incontrolável.

Ting. Décimo primeiro andar. O elevador pára. Os amantes compõem-se. A porta abre-se. Os seus cabelos estãos desalinhados. Quarto 1120, à esquerda. Apanham os óculos e as cuecas do chão. Felizmente não havia ninguém à espera naquele andar... Ela escorre de ansiedade. Isso nota-se pelo interior das suas coxas, que estão regadas de lubrificante natural. Ele mete-lhe os dedos na boca... "Chupa-os! Só vais ter direito a isso hoje" E ela mete-os na boca, envolvendo-os com a carícia de quem os beija, apreciando o seu próprio sabor. "Hmmm." Chegam ao quarto. Mete-se o cartão. Entram ambos. Ele primeiro. A porta tranca-se depois de os saltos altos dela transporem.

Ele despe-a calmamente, para não haver danos nas roupas. São dobradas com mazelo. "Hoje só me vais ter assim. Não mereces mais."

"Não há nomes. Tu és a escrava e eu sou o teu mestre!" Com o corpo dela nú, ele atira-a para cima da cama e ata-a com o corpo em forma de X. A boca fica livre para poder gemer e gritar de prazer. "Quero vir-me dentro de ti; quero ferir-te toda. E tu suplicas-me para eu não ejacular. E eu não te ligo e transbordo-me copiosamente... E quando acabar, quero que me chupes e quero jorrar-me na tua boca. Quero lamber-te o sexo." Ela acena que sim com a cabeça. "Sim, dá-me com força!" Mas ainda não. Primeiro vai ter que se purificar.

O peito convida a ser apertado; as mãos dela querem agir mas não podem. Começo a chupá-lo. Cabe todo na minha boca. Sinto-a querer mais. Mas não dou. Passo para o outro... Lambo por baixo, depois passo ao bico. Molho-a e aspiro-a para a minha boca, abrindo-a ao máximo. Depois, sugo para dentro e para fora, como se quisesse que delas saísse o leite maternal. Chupo com mais força ao ponto de causar uma ligeira dor. Depois, beijo com a língua, pedaço a pedaço, a distância que me separa do umbigo. Volto atrás e abro a boca, colocando os dentes levemente a roçar na traqueia dela, a marcar quem manda. Levo a língua até lá abaixo, devagar. Passo a zona de pêlos até sentir novamente o cheiro do sexo molhado, que lambo. "Já te conheço!". Brinco um bocado com os seus lábios, sinto o cheiro típico e os seis lábios envolvem-se, enquanto a minha língua tenta tocar-lhe no útero, por dentro. Ela geme e quer mais. "Entra em mim!" "NÃO!" Faço tudo de novo, abaixo do umbigo. Abro-lhe as pernas com as mãos e os lábios com os dedos. Invado-os com a língua, percorro os espaços, deixo-a tremer de expectativa. "Dá-me!"

Não quero. Liberto-a. Ataca-me a roupa e tira-ma. Essa leoa chupa-me o membro com a perícia de quem não sabe fazer mais nada na vida. As suas mãos formam um tubo que imita a vagina. Cospe suavemente no meu pénis para o lubrificar. As mãos vão de cima a baixo continuamente, num tubo sem fim, enquanto a boca faz de tampão daquela vagina improvisada. Gosto de sentir o calor e a língua, mais versátil do que o tracto feminino em si. Ela chupa-me os testículos. Com suavidade, para não me magoar. Deito-me de barriga para cima e deixo os seus cabelos roçar-me na barriga. O tempo vai passando. Enquanto ela continua com a sua língua em actividade no mais viril de mim, passo a minha perna por entre as dela e o meu pé chega à sua zona mais húmida e sinto-a pedir que a invadam sem regras. Sinto alguns pelos púbicos no peito do pé (não tem muitos; aparou à volta e tem apenas um triângulo cujo vértice inferior coincide com a união superior dos grandes lábios. O clítoris está visível e desimpedido!). A velocidade aumenta progressivamente. Ela chupa cada vez mais. E mais, e mais. E mais ainda. E chupa cada vez com mais força. Jorro-me na boca dela, ruidosamente. "Engole!", digo. E ela engole todo o meu prazer, sem desperdiçar nada. Depois ela levanta-se, de joelhos. Aprecio as suas mamas de deusa... e pede-me: "entra em mim toda", rolando e deitando-se disponível, de pernas abertas. "Dá-me, por favor!"

"Já sofreste um bocado. Temos o fim de semana todo. Agora quero ter prazer. Só vais servir para me dar prazer. Vais ser o meu objecto sexual privativo! Não quero que sejas de mais ninguém, percebeste?" "Siiim!, responde-me!" Junto-lhe os joelhos e enfio o meu membro no seu sexo, encostando a minha barriga à parte de trás das suas coxas. Invisto com força enquanto ela geme de prazer. Ouve-se um gritinho curto "Ai, ai, ai, ai!", a cada estocada que lhe dou. Volta a pedir-me: "Não deixes nada lá dentro!" "Não te preocupes!" Quando estou quase a cumprir-me, aviso-a "Vou-me vir!". Ela abre as pernas e enterra-me bem dentro dela!. "Não posso, mas vem-te. Não quero saber agora. Enche-me toda com o teu prazer!". E eu transbordo de prazer "Ahhhhh". E vimo-nos ao mesmo tempo, enquanto eu me inclino posteriormente lhe esmago as mamas com o meu peso. Sinto os mamilos tesos a enfiarem-se-me no peito, como ervilhas duras.

Saio de dentro dela e pergunto: "Estás bem?" Ela diz que sim com a cabeça. "Vai-te lavar e volta depressa!" Ela sai a correr, com a mão no meio das pernas para o esperma não cair. Depois de se lavar, regressa devagar à cama, envergonhada. Quero-a ali em cima, de pernas abertas e já. Ela deita-se de barriga para baixo, em cima da cama, com os joelhos no chão alcatifado. Abre as pernas e eu vejo-lhe os dois buracos.

"Dá-me mais! Depressa." Eu recuso sonoramente. "Só quando eu quiser!" Prego-lhe uma palmada na nádega ao ponto de deixar a minha mão marcada. "Marco-te, para que todos saibam a quem pertences. Queres que te penetre?" "Sim", responde. Mas eu recuso novamente. Vou fazê-la gritar de dor, porque parece gostar.

Começo a meter um dedo, o médio, bem fundo, até lubrificar bem. Dentro e fora. Dentro e fora. Depois outro dedo e outro. Já são três e oiço-a sofrer um pouco. "Não metas mais nenhum!". "Cala-te. Quem decide sou eu!" E meto o quarto. Sinto-a molhada, como se houvesse uma torneira mal fechada lá dentro. Por último, meto o polegar e enfio a mão toda dentro dela. Oiço-a gritar. A vagina ensopada alarga-se para aceitar a minha mão, sem resistência, que enterro quase até ao pulso. "Está a doer?", pergunto. "Sim, um bocadinho. Continua. Eu gosto", responde ela. "Óptimo!" E começo a fazer movimentos para dentro e para fora. Sinto-a bem molhada. A ligeira dor dá início ao prazer. Continuo com movimentos suaves. "Meto a mão porque já não chega o meu membro aí dentro!". Depois aumento o ritmo, para dentro e para fora. Uma e outra vez. Calmamente, pausadamente. Para dentro e para fora. Oiço-a gemer. Tapo-lhe a boca. "Vou mais fundo! Queres?" Ela acena que não com a cabeça... E eu vou até ao fundo até a ouvir gritar pelos meus dedos que lhe tapam a boca. Tenho o pulso molhado. Tapo-lhe a boca antes do grito do êxtase. Sinto-a tremer. "Tira. Está a doer-me um bocadinho!". "Não. Agora vou até ao fim.!"

Pede-me para lhe explorar o outro buraco. Insinua-se. "Mete aí". E eu recuso.

Vou ter com ela à casa de banho. Como em câmara lenta, pego-lhe pelos cabelos atrás da nuca, em molho. Levo a boca dela ao meu membro. "Faz!" De um estado murcho, depressa se levanta. Inclino-me e aperto-lhe as mamas com ambas as mãos enquanto o sinto enrijecer dentro da boca dela.

"Para a banheira já!" "Sim, meu amo" responde a escrava.
"Quero que sejas a minha escrava sexual." Ela acena com a cabeça, com um olhar submisso. "Quero telefonar-te a qualquer altura. Largas tudo o que estás a fazer e vens ter comigo, para eu te dar isto!". "Sim, sim, quero isso!" Abre-se a torneira. Ao primeiro jacto de água fria nas costas, ela estremece. "Aquece a água para mim!" Ao vir a água quente, ela põe-se de quatro. De quem é este corpo? - pergunto. "É teu, mestre!" Puxo-lhe o cabelo contra mim para me forçar dentro dela. Enterro-o todo até ao fundo. Pego nos ombros e puxo-os contra mim. Enterro-o todo, forçando o ânus a abrir-se contrariado. Ela faz-me festas nos testículos com a outra mão. A água ensopa-lhe o corpo e passa para o chuveiro de cima, rodando a manete.

Mexo-me mais freneticamenta até me completar dentro dela com uma "ahhh" ruidoso. Depois, meto-o na vagina e continuo. "Está a murchar! Trata disso, escrava!" E ela roda sobre si para o meter de novo na boca. De joelhos, faz-me uma manobra de reanimação sexual. Calmamente, dentro e fora daquela boca de mel. "Dá-me", suplica-me. Agora não, não lhe dou mais nada.

Vamos dormir. Abre-me a cama e deita-se aninhada a mim. Adormecemos de lado, em cadeirinha, com as mãos ela sobre os meus genitais e a minha mão sobre a sua coxa, que me envolve a cintura. O barulho das ondas envolve o nosso palácio de luxúria.

Oiço o telemóvel tocar. Alarme. Sete da manhã. Olho para o lado e ela não está lá...

Raio de sonho!

quinta-feira, 1 de maio de 2008

Espelho.

"O fantasma do espelho arrasta para fora a minha carne e, de um mesmo fôlego, todo o invisível do meu corpo pode investir os outros corpos que vejo."
Claude Merleau-Ponty, O olho e o espírito

Ilusão.

"Estar só, integralmente só. O homem ilude-se tão facilmente com a sua solidão . Porque a solidão absoluta, a solidão atrás da solidão, o vazio total, só em instantes evanescentes , em ápices infinitos nos aparece como a flagrância de uma evidência-limite. (...) A ilusão é mais forte, a ilusão de uma presença, das amarras que nos prendem e nos justificam e nos tranquilizam."
Vergílio Ferreira, Estrela Polar

Introspecção...

"Tudo no mundo do nosso consciente, que é o único mundo que existe para mim na terra, chega lá através do meu consentimento. Sou livre para alterar tudo aquilo que não me agrada. Por isso, não há lamúrias, não há queixas de que sofro porque os outros me desiludiram. Quem resolve as coisas sou eu, e não eles."
Richard Bach, Uma aventura do espírito