Sexta-feira. Manhã. Chuva.
Lá fora, os transeuntes entrechocam-se com os guarda-chuvas abertos, tentanto conquistar o seu lugar na multidão, abrir o seu caminho até ao emprego.
A um dado momento, o semáforo obriga-os a parar. Sei que debaixo de cada concha colorida se esconde uma pessoa. Entre eles, tu estás de gabardine clara e com um dossier claro por cima da cabeça. Foste surpeendida. Vejo-te atravessar a rua, pacientemente, submissa ao temporal que se abateu sobre a cidade depois de teres saído de casa.
Estás de saia, ligeiramente abaixo do joelho, com umas botas de cano mais alto que quase fazem de ti uma cavaleira. A gabardine nao me deixa ver mais. Bebo mais um pouco de café. Gosto dele ligeiramente amargo e muito quente, o suficiente para não se beber de uma vez só, pois pode queimar a garganta...
Os teus cabelos não conseguem livrar-se de muita água que se lhes cola às pontas. Um carro passa, dois e três. Depois passas tu, no meio da turba incontrolável. Páras na protecção central. Está vermelho outra vez. Hora de ponta. A poça de água junto à passadeira levanta-se pelo ar, invadida pelos pneus de um autocarro. Faz os peões recuarem em bloco. Tu és empurrada para trás. Destacas-te dos demais por não teres guarda-chuva. Alguém te agarra para não pisares a faixa de rodagem.
Entras no edifício de escritórios. Aguardo-te junto à porta para te ver chegar. "Bom dia!" Baixas os olhos e tiras a gabardine encharcada. Agora posso ver-te. Trazes uma camisa larga e ligeiramente transparente que revela a tua roupa interior preta. Os teus seios marcam a sua posição dominante. O aguaceiro fez os teus mamilos denunciarem-se. Depois de pendurares a gabardine, vais para o teu gabinete, para onde eu te sigo. Poisas o processo em cima da mesa e eu fecho a porta. Tranco-ta. Quando ouves isso, levantas a cabeça, mas continuas de costas para mim. Viras ligeiramente a cara para tentar ver sobre o teu ombro, sabendo de antemão o que vai acontecer.
Encosto-me a ti. Colo-me a ti. Sentes o algo duro contra o meio das tuas nádegas, a querer entrar sem pedir licença. As minhas mãos colam-se às tuas mamas, sentindo-lhes os contornos. Não há mais ninguém. O martelo pneumático na obras na rua, mais abaixo, anulam o resto dos ruídos exteriores. Abro-te a camisa pacientemente, botão a botão. Depois, levo as mãos às tuas coxas e, de um ímpeto, levanto-te a saia. Apanho a tesoura que está no cartucho das canetas e corto-te as cuecas, a única coisa que separa o meu sexo do teu. Está limpa, sem pêlos. Rapaste-os na ânsia deste momento.
"És minha!", sussurro-te ao ouvido enquanto abro as janelas. Por trás, forço-te à varanda com a camisa aberta para quem quiser ver. O soutien mantém-se no sítio. Corto-o também. Quero sentir as tuas mamas livres quando estiver a dar-te bem forte. Pedes para te comer. E eu enterro o meu pau no teu buraco húmido, enquanto te seguro as mamas para não caíres lá abaixo. Meto uma vez e tiro. Repito. E outra vez. Depois já não saio lá de dentro. Sinto-te escorrer de prazer. Aperto mais as tuas mamas enquanto te dou mais uma estocada. Dou uma volta contigo e abro-te as pernas. A saia está sobre a tua cintura. A camisa agora está levantada sobre as tuas costas, quase a chegar aos ombros. Estás vulnerável, só para mim. Ajoelho-me e lambo o teu segredo, que anseia por se vir. "Vem-te dentro de mim!" pedes com um leve suplício. Estremeces de prazer. Agora tens as mãos apoiadas sobre a secretária. Eu abro-te os lábios e passo a minha língua aberta sobre toda a largura do teu sexo, desde o clítoris até ao ânus. Lentamente. Vens-te só com o desejo. Sinto as tuas coxas estremecerem. As tuas pernas mal aguentam. A tua saia recobre-me agora a cabeça. O teu corpo faz uma curva perfeita de noventa graus, deixando pendidas as tuas mamas, cujos mamilos agora apontam ao solo, a pedirem para ser trincados. Roço-lhes o peito das minhas mãos enquanto meto a minha língua na tua vagina, tentando chegar ao útero.
"Quem sou eu?" ´pergunto-te baixinho. "És o meu dono! Quero dar-te prazer. Só a ti! Dá-me depressa! Deixa-te vir dentro de mim" E eu enfio o meu sexo, mantendo-o estático durante alguns momentos.
Sinto a tua vagina a latejar, a contorcer-se. Tentas fechar as pernas para me sentir mais mas eu não deixo. Os meus pés impedem os teus de se juntar. Vou-te ter como eu quiser e não como tu quiseres.
"Quem sou eu?", pergunto de novo. "És o meu dono!", respondes mansamente. "Vou vir-me dentro de ti. Quero que sintas o meu prazer a escorrer dentro de ti. Quero que o meu jacto atravesse as tuas entranhas até eu gritar de prazer. Quero ter-te quase a vir e não te deixar vir." Pego na tesoura e encosto as suas lâminas ao teu peito. "Estás a sentir?" Respondes que sim, submissa e trémula. "O teu dono manda-te ajoelhar. Vou-te comer de quatro, ouviste?" Pões-te de quatro e eu seguro-te nas ancas para tu não poderes mexer-te. Imobilizo-te puxando as ancas contra mim e forçando-me dentro de ti. A tesoura, entretanto caída, reluz - ora sim, ora não - com a claridade que vem da janela. Fechas os olhos com força quando eu te dou uma valente palmada na anca, que te causa alguma dor. A minha mão fica marcada. Dou-te outra e outra, até se perderem os contornos dos dedos e a vermelhidão parecer uma circunferência. As estocadas são cada vez mais frenéticas. Venho-me sonoramente. Tu não; ainda não estavas preparada.
Eu jogo a mão à tua racha e retiro algum do meu prazer, que descobre assim a luz do dia. Enquanto te agachas, algum cai no chão directamente da tua púbis completamente depilada. Apanho algum a meio e meto-o na tua boca, que se lança aos meus dedos numa sofreguidão desesperada. Agora estás sentada no chão. Eu estou de pé. Olhando para cima, o meu pau está entre os teus olhos. Lambes por baixo, agarrando com a mão esquerda. Ruído nas escadas. Olhas para trás e eu agarro-te no cabelo preto e forte e chamo-te a atenção para o teu dever: mama! E tu chupas e lambes, num fellatio divinal que me leva ao êxtase. Entretanto, o teu sexo deixa sair o resto para o chão. quando te levantas, a marca da tua presença fica indelével no chão de alcatifa. Para mais tarde recordar.
São dez da manhã.O telefone toca. Saltas do chão e atendes e viras-me o teu rabo. Enquanto falas com o teu interlocutor, aproveito e espeto o meu pénis no teu buraco. Vou e venho e a tua conversa começa a ser entrecortada com uma respiração ofegante. O interlocutor apercebe-se disso e pergunta se tudo está bem. Respondes que sim, enquanto o teu cabelo varre a secretária de modo frenético. Mordes o lábio para não gritares de prazer enquanto eu me venho novamente entre as tuas nádegas, sonoramente, a ponto de o telefone se desligar do outro lado. Jogas-te paa cima da secretária. Os teus mamilos tocam na superfície ainda fria. Abres os braços, em posição de total submissão. "Sou tua. Faz de mim o que quiseres."
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1 comentário:
Às sete para as cinco, aconteceu a revelação mais curta da história do sensual Edifício Magnólia. Queres espreitar?
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