quinta-feira, 13 de junho de 2013

O telheiro

Noite.
Chuva.
Inverno.
O ruído apenas do impacto das gotas no vidro. No alcatrão da estrada lá fora.
Quatro da manhã.
Dormes. Confortável, quente dentro do quarto, debaixo dos cobertores. Luz mínima, entrecortada pelos néons de algumas lojas que se esforçam por quebrar a opacidade que as persianas te oferecem ao quarto.
O telemóvel. A sua luz invade o quarto. O ruído da vibração acorda-te. O corpo que está ao teu lado permanece imóvel. De costas viradas um para o outro!
Estás com uma camisa de dormir. Apenas.
"Alô?"
"Estou à tua espera cá em baixo. Despacha-te!"
Abres os olhos. A voz parece hipnotizar-te. Não tens tempo para pensar.
Atordoada, calças umas botas que apertas atabalhoadamente e vestes uma gabardina, ignorando os botões. Apenas dás um laço no cinto.
Pegas nas chaves, no telemóvel e fechas a porta atrás de ti.
Desces as escadas sem pensar no barulho. À porta do prédio, espera-te um carro. Vês a porta aberta mas a chuva intensa impede-te de simplesmente ires. Levantas a gola da gabardina e avanças. O cabelo molha-se com a tromba de água que cai.
Lá dentro, o banco de trás só para ti.
Um carro mas apenas com motorista. Fechas a porta e ele arranca.
Sentes algum frio da água que agora se cola a ti. Cruzas os braços sobre o peito. Vês a paisagem familiar. Circulam dez, quinze minutos. Não mais.
O motorista pára o carro num beco. Dois prédios fazem do beco um corredor. Ao fundo, uma rede com porta dá acesso a um pátio.
Ninguém nas ruas. Visibilidade reduzida pela chuva.
"Saia, por favor!"
Sais e o carro arranca em velocidade.
Uma luz acende-se ao fundo do beco e apaga-se novamente.
Diriges-te a ela apressadamente. No beco, alguns caixotes de lixo recém-esvaziados dominam a paisagem. Os dois prédios são altos e têm as escadas de emergência apontadas a ti.
A luz pisca novamente.
Aceleras o passo de corrida. A chuva reduz a sua intensidade agora.
Quatro e meia da manhã. Frio. Avanças com os braços cruzados para estancar o calor que ainda permanece entre o teu corpo e o impermeável comprido.
Pisas as poças de água e ficas molhada por cima e por baixo.
Abres a porta de rede e transpõe-la.
Um pátio. Um telheiro. Eu.
"Porque demoraste tanto?"
"Fiz o que pude!"
"Cala-te!" Chego-me a ti e abro-te a gabardina. Dispo-te e ficas apenas de camisa de dormir. Atiro a gabardina contra a parede.
A chuva retoma a intensidade. "Tira as botas!" Pego nelas e atiro-as para perto da gabardine, debaixo do telheiro.
"Dá cinco passos para trás."
"Demoraste imenso. Agora fica aí um pouco; quero ver-te melhor!"
Estás agora à chuva, sem protecção. Cruzas os braços.
"Põe as mãos na cintura, minha puta!"
A camisa de dormir cola-se-te ao corpo.
Os teus mamilos endurecem com o frio e a água. O teu cabelo escureceu e escorre agora desordenadamente pela tua cara, pelos teus ombros, pelas tuas costas.
As luzes de iluminação pública ficaram do outro lado do prédio. Na rua principal, apenas um carro passou desde que ali estás.
Só dois corpos nas redondezas.
Ao ver os teus contornos, o meu caralho excita-se.
"Ainda não está bem." Aproximo-me de ti e rasgo-te a camisa de dormir.
Recuo e torno a contemplar-te. Os teus mamilos tornam-se torneiras, canalizando a água da chuva.
"Abre as pernas!"
Abres as pernas à distância dos teus ombros. Com as mãos na cintura.
Aproximo-me de ti. Passo os dedos na tua rata depilada. Sinto-a contraída. Abro os teus grandes lábios com o dedo, de trás para a frente. Já consigo sentir o teu buraco.
Meto o meu dedo médio lá dentro. Olho-te nos olhos. "Sentes, minha puta?"
Acenas que sim com a cabeça.
Continuo enquanto te olho nos olhos. Encosto o meu nariz ao teu. "Hoje vou-te foder como mereces!"
Completamente nua, obrigo-te a ajoelhar.
"Tens uma missão. Cumpre-a!"
Abres-me as calças e vês o meu caralho pronto para a acção.
Pego-te na cabeça, pelos cabelos molhados e obrigo-te a abrir a boca. "Chupa-me!"
Começas a chupar-me.
"Sua puta! Com quem estavas para te demorares tanto? Não sabes que és minha?"
Ajudas com as mãos em tubo. Avanças e recuas a tua cabeça.
"Faz isso devagar, minha cabra!"
Irritado, pego em ti por trás das pernas e encosto-te à parede do telheiro. Levanto-te e enterro-me todo na tua cona. A parede fria de um lado; o meu corpo do outro. As tuas pernas envolvem-me. Prendes-me com os calcanhares por trás do meu rabo.
És levantada pelo meu pau todo enterrado na tua rata.
Oiço-te gemer de prazer. Sinto a tua cona molhada e mais quente agora e tenho prazer.
Sei que me vou vir dentro de ti.
Sabes que me vou vir dentro de ti.
Sabemos o que vai acontecer.
E deixamos acontecer.
Olho nos teus olhos.
Lábios próximos.
Beijo-te pela primeira vez.
As tuas tetas encostam-se à minha camisa e sinto os teus mamilos duros.
"Quero encharcar-te toda, minha puta!"
O meu caralho duro encontra o fundo da tua cona. Vai e vem, cada vez mais depressa.
És invadida pela minha esporra quente.
Deixo-me estar assim.
"És minha e só minha, entendes minha puta? Quando te ligar, vens logo ter comigo, pronta para ser fodida!"
Fico a olhar-te nos olhos.
Largo-te as pernas, que se juntam. Estás de pé.
O meu esperma escorre pelas tuas pernas.
"Vira-te!"
Encostas as mãos à parede e eu cuspo no teu cú para o lubrificar.
Seguro-me na tua cintura e puxo-te contra mim.
Meto o meu pau duro lá dentro e torno a mexer-me para trás e para a frente.
Estocadas com força. Ritmadas.
Uma. Um grito teu. Pausa. Eu dentro de ti.
Recuo e afundo-me em ti novamente. Outro grito teu. Pausa.
O teu cú abre.
Dor.
Entre a dor e o prazer que sentes, misturam-se as minhas respirações fortes.
"Vou-te marcar por dentro agora!"
A acção continua.
Uma. Pausa.
Duas. Pausa.
Três. Pausa.
Quatro. Pausa.
Cinco. Pausa.
Seis. Pausa.
Sete estocadas. Pausadas.
Páro dentro de ti. O meu caralho totalmente dentro do teu cú.
Repentinamente, começo a foder-te desenfreadamente.
Gritas, mas eu não te oiço. "Pára, meu dono! Pára!"
Ignoro-te. Nove, dez, onze, doze, treze. E continuo muito rapidamente.
Quando não aguento mais, grito de prazer. "Aaahhh!". Fico assim, enterrado em ti.
O pouco esperma que ainda tenho dentro passa para o teu corpo. Sinto-o a abandonar o meu corpo.
As minhas mãos na tua cintura puxam-te contra mim. Afundo os meus dedos na tua carne.
Tiro lentamente o meu caralho de dentro de ti e fecho as calças.
A camisa de dormir jaz no pavimento, molhada; rasgada.
Só tens a gabardine e as botas.
Baixas-te para apanhar a tua roupa. Começas a vestir-te.
Olhas para trás.
Desapareci.
Olhas em redor. Sem rasto meu. Ficas quieta. Estática.
A chuva continua.
Decides fazer o caminho de volta à tua casa.
A chuva violenta faz-te tropeçar. Apenas com as chaves e o telemóvel no bolso, tentas proteger-te do olhar dos motoristas de autocarro que começam agora a circular.
Cinco da manhã.
Andas com destino marcado.
Chegas ao teu prédio.
Entras em casa.
Dorida, molhada.
Despes a gabardina. Atiras as botas.
Tiras o telemóvel.
Casa de banho. telemóvel no parapeito da janela.
Uma voz masculina no quarto: "Onde foste?"
"Ver do gato!"
"A esta hora? Foda-se!" e vira-se para o lado.
Enquanto te lavas, o telemóvel vibra.
Atendes.
A minha voz: "Amanhã temos mais. Prepara-te!"

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