sexta-feira, 22 de abril de 2011

Nos céus.



Sento-me, pousando a mala do computador no chão. Olho em redor. A azáfama de todos enerva-me. Toda a gente parece ter um lugar para ir. Ao fundo, dois alemães consultam o quadro electrónico, olhando para cima. Comparam-no com um desdobrável e ficam desiludidos. Vejo-o espelhar-se na cara.
A espera deixa-me impaciente, sobretudo por haver ainda tantos check-points a passar até ao meu destino.
Entretanto, levanto-me e entro num quisque. Passo os olhos pelas parangonas. A empregada segue-me com os olhos, esboçando um sorriso. Jogo as mãos às publicações e encho-me de revistas e de um jornal diário que, naquela noite, parecia ter-re refugiado da sofreguidão dos viajantes que por ali antes tinham passado. Notícias pouco novas.
Saio com a minha nova biblioteca descartável e torno a sentar-me. Vou folheando uma e outra publicação. Passo-as do lado esquerdo para o lado direito de mim, à medida que as consumo brevemente. Detenho-me no jornal.
Entre uma e outra página, viradas com dificuldade, perscruto o espaço e vejo-te no balcão do check-in.
De costas, com o cabelo solto, aprecio o teu corpo. Gesticulas com a assistente; sei que estás aborrecida com algo, mas não consigo perceber com o quê.
Uma vibração percorreu todo o meu corpo. Concentrei-me em todos os teus movimentos como se quisesse decorá-os. Os saltos finos fazem-te mais alta. No tornozelo esquerdo, uma pulseira de prata. As pernas bem torneadas, ligeiramente bronzeadas - denunciam uma recente exposição ao sol. O rabo perfeitamente redondo cabe-te na saia na justa medida, ligeiramente por cima do joelho, solta, confortável, digna do dia de Primavera que se prepara para findar. As costas acompanham o formato de guitarra do teu corpo de mulher. A cintura apresenta o local ideal, anatómico, para se colocarem ambas as mãos, dos lados, a preencher-te.
Desejei-te. Desejei-te com todas as minhas forças. Queria possuir-te ali mesmo. Mas o local público e o facto de ser um desconhecido impedia-me terminantemente.
Pelos altifalantes, oiço chamar os passageiros para o meu voo. Ainda sorrio com a tosquice do francês da locutora, sotaque nitidamente canadiano. Extasiado, fechei o jornal de modo automático e olhei para o relógio.
Tento arrumar a minha tralha da melhor forma possível, entre não perder contacto visual contigo e o tentar descortinar onde se situa a porta de embarque através da sinalização. Levanto-me e procuro no bolso do casaco o cartão de embarque. Enfio à força a papelada na pasta, que transborda e dirijo-me para o portão de embarque.
Nove e meia...
O sol já baixou do horizonte. O Céu apresenta-se do vermelho-vivo ao negro pontilhado.
Esta noite fico mais próximo das estrelas.
Passo o portão detector e sou revistado.
Antes, deixo os meus pertences no tabuleiro. Aproxima-se uma mulher fardada para o resto da revista.
Ao meu lado, no mesmo exercício, estás tu. Tens apenas uma mala e umas chaves na mão. Deixas isso no tabuleiro. Um homem de uniforme passa as mãos pelo teu corpo. Sinto inveja dele. Passa o detector por entre as tuas pernas, levantando ligeiramente a saia; depois pelo teu rabo e em redor da cintura. Pede-te para levantares os braços. A blusa semi-aberta deixa-me ver o teu soutien. "Desejo-te.", ecoa a palavra na minha cabeça.
A segurança fala comigo; não a oiço porque estou totalmente projectado em ti. Repete a instrução para seguir e eu, à segunda, obedeço.
O teu corpo é um íman para os meus sentidos. De tão perto, quase que consigo cheirar o teu champô. "Desejo-te!", uma vez mais.
Avanças e recolhes os teus pertences. Faço o mesmo, mas na fila ao lado. Segues determinada pelo corredor de acesso às salas de embarque. Sou-te indiferente. Arrancas, cabelos oscilando em cima dos ombros, ondeando as ancas num caminhar perfeito de mulher segura. Entre guardar as minhas coisas do tabuleiro, colocar o cinto, o relógio... perco-te na multidão. São muitas cabeças agora. E eu sou atrasado pela minha bagagem de mão, nitidamente abusiva.
Bolas!
Conformado, passo pelo duty-free, os olhos debruçam-se por uma ou outra montra.
Avanço lentamente, de loja em loja, até que chego à zona dos cafés e esplanadas. Pensei em tomar algo para forrar o estômago. Mas não. O chocolate que tenho no bolso deve entreter-me, caso a refeição a bordo não o faça.
Parado agora, aprecio o que me rodeia. Desapareceste. A única pérola do dia inteiro desaparece-me entre os dedos. Olhei para a minha bagagem e odiei-a. Atrasou-me.
Retomo a marcha. Átrios e átrios precedidos de letras e números. Pelos altifalantes, avisos vários para passageiros retardaos; anunciam também partidas e chegadas a outros terminais. Ao fundo, o som de descolagens e aterragens faz-se sentir mais intensamente. O murmúrio dos passageiros, entre idiomas variados, isola-me. Estou só, entre muita gente.
Muitos passos depois, entre balanços e filosofias, pensamentos e conclusões da treta, apresenta-se-me a porta de embarque.
Confronto com o número no cartão, de casaco na mão e pega do trolley na outra. Numa das cadeiras, sou surpeendido pela tua presença. Sentas-te alheada com um ar aborrecido. Pareces conformada. Pela primeira vez, os nossos olhares cruzam-se por milésimos de segundo. Desvio um pouco a atenção para me sentar, não fosse ter nenhuma surpresa desagradável.
Separo as minhas coisas sem ocupar mais espaço do que o razoável. Sento-me finalmente. Consegui fazer quase tudo a olhar para ti, para o teu corpo. Não me apercebi que agora me fitavas. Só quando levanto a atenção em direcção à tua cara. Arregalo os olhos e a alma. Aprecio-te de alto a baixo, aquilo que o teu corpo me permite deduzir.
Deixo-me estar, fitando a tua cara. Sério, tentei que lesses os meus pensamentos: "desejo-te!". Assim ficamos breves segundos.
O telemóvel toca. Tira-me do jogo.
Atendo.
O meu irmão a perguntar-me se ainda não cheguei. "Não, pá! Ainda estou aqui, quase a entrar no pássaro!" Combinamos almoçar no dia seguinte.
Levanto-me enquanto falo. Dirijo-me ao janelão que dá para a pista. Olho lá para fora enquanto oiço as notícias do outro lado do Atlântico. - Ele vai buscar-me à Câmara.
Lá fora, na pista, um avião percorre o taxiway e prepara-se para descolar, posicionando-se na cabeceira da pista. O vento faz ondular ligeiramente a manga laranja e branca. Alguns segundos. Ruído forte e os motores acelerados ao máximo pressionam muita gente enfiada no charuto de metal contra as costas das cadeiras. Imagino a comunicação entre a torre e os pilotos. Última verificação de segurança e aceleração ao máximo. Faz-se à pista; consome metros de alcatrão, primeiro devagar; quilómetros de pista, em breves segundos e... "v1". O trem dianteiro descola do chão. Eis chegada a decisão do "go, no-go"... Vamos a isso: "v2" e o avião corta as amarras que o prendem ao solo deixando atrás de si uma esteira de gases de escape. O ruído dos motores é a sua declaração de independência, de liberdade. O odor é inconfundível. O som atenua-se, o metal voa graciosamente, primeiro numa inclinação de trinta graus em plano e depois puxado a vinte graus a estibordo, revelando a barriga ainda esventrada pelo trem de aterragem descido, que agora recolhe. Estilo gracioso, um bailado no ar com toneladas de metal. Nas pontas das asas, a concentração de vapor de água deixa um rasto branco, a recortar a atmosfera, testemunho etéreo de que ali existiu algo.
Os meus olhos regressam à sala e olham para ti. Fitas-me. Não paraste de olhar para mim enquanto eu estava ao telefone e depois distraído com a descolagem do enorme Airbus. "Desejo-te! Se soubesses como..."
As tuas pernas cruzadas deixam-me apreciar os teus joelhos. Lindos. O joelho esquerdo sobre o direito, salientando a pulseira ao tornozelo. Insinuas-te ligeiramente quando te apercebes do meu desejo. Na sala estão doze pessoas, mas eu sinto apenas duas: eu e tu. Cruzo as pernas para imitar a tua pose, como se te visses ao espelho. Sorrio-te.
Juntas os joelhos, num misto de sedução e de brincadeira, mas em tom sério. Por breves milésimos de segundo, deixas-me ver a tua roupa interior, branca, no triângulo que se forma na saia assente nas tuas coxas e o espaço entre os teus joelhos. Aponta-los directamente para mim. QUERES que eu veja. Nos teus olhos, parece-me ver uma legenda: "possui-me!". Depois, colocas a mão no colo e eliminas a folga que mostra a tua roupa interior. Imagino a tua voz.
Chamam a primeira classe.
Não te mexeste. Vais em turística, depreendo... Levanto-me e planeio a minha trajectória para passar por ti. Olhas para cima quando eu passo, mas tento ignorar-te para tentar descortinar o que pretendes na realidade. Acompanhas o meu percurso com o teu olhar. Vejo pelo reflexo na janela que não tiras os olhos de mim. Mas não viras a cara. Essa permanece imóvel.
Entrego o cartão de embarque à assistente de voo, que o coloca na máquina. Passo o torniquete e curvo a esquina. Desapareço da tua vista.
Avanço pelo corredor móvel e chego ao avião vários passos depois. A temperatura baixou ligeiramente. Antes de entrar, olho pela janela do átrio final da manga para apreciar a pista. Detenho-me. Aproveito um breve momento para inspirar aquele aroma a nitrometano carburado. Saudades. Fecho os olhos e recordo.
Sou trazido de volta à realidade com a voz da assistente "Good evening, sir! Welcome aboard.". Entro então no avião e procuro o meu lugar: fila dois, à janela. Logo ali. Posição-chave: controlo a entrada e o corredor. Amontoo as coisas na cadeira da coxia. Por fim, sento-me e aperto o cinto. Ajeito as coisas para lhes dar uma ordem aparente. Mais importante em cima e mais próximo. Computador portátil no colo, tiro os auscultadores da mala e preparo-me para me isolar, eu e as estrelas, enquanto me conduzem ao meu destino. Tenho algum tempo até tu vires, mas não muito. Pelo canto do olho, apercebo-me de que passas agora por mim.
A deslocação da massa de ar dentro do avião traz-me o teu perfume, que me invade as narinas. Sigo-te com o olhar. Entre os bancos, vejo onde te sentas. Fila oito, na coxia. Seis atrás de mim, na diagonal. Fitas-me entre as costas dos bancos. Séria. "Desejo-te tanto!", penso.
Assisto ao teu ritual de te colocares mais confortável. Com ambas as mãos, juntas os cabelos e atira-los para trás das costas. O teu peito reclama o seu espaço dentro da blusa, que entretanto se estreitou para elevares os braços. "Como te desejo!".
A porta fecha-se poucos minutos depois. Procedimentos da praxe de segurança enquanto o piloto nos conduz lentamente pelo taxiway até à cabeceira da pista.
Repete-se o ritual da descolagem. Olho para o lado. Na janela, vejo o teu reflexo. Mas não estás lá. É impossível estares. É fisicamente impossível. Olho para trás e tu descansas na segurança da poltrona, atenta aos movimentos, de braços em L nos apoios laterais.
Ruído intenso, vibração... Pressão dianteira súbita... Dois G... Mais ruído: três G... A velocidade aumenta ainda. Quatro G. O nariz descola. Lá fora, os objectos passam na janela a uma velocidade muito grande. Na pista, as luzes, antes separadas, agora formam um cordão uniforme. Ouve-se o zumbido do sistema hidráulico do trem a recolher. Os ouvidos sentem-se obstruídos. Rotação demorada a bombordo. Em baixo, as luzes das povoações, das casas, assinalam a existência humana, que se resume a vários pontinhos por entre este planeta enorme.
Estabilizamos. Atingimos a velocidade e a altitude de cruzeiro. Apagam-se os sinais de cintos. Liberdade dentro do charuto de metal.
Abro o portátil e leio mais um relatório. Tomo umas notas.
De vez em quando, olho para trás.
"Desejo-te!", penso uma vez mais. Como te desejava, meu Deus!
Agora não consigo desviar o olhar. Lês uma revista. De vez em quando, passas o cabelo para trás da orelha.
Os ponteiros do relógio avançam lentamente. Queria levantar-me e ir ter contigo. Falar.
Seca-se-me a boca.
O tempo consome o seu ritmo, deixando atrás de si a efemeridade do que nos fica gravado no corpo e na memória.
A assistente começa a distribuir as refeições. Jantar... Peço champanhe para acompanhar. Não sei porquê... Distraio-me de ti com as bolhas. entretenho-me debicando uma ou outra coisa da minúscula ementa que me põem à frente. Na fila do lado, o outro passageiro da primeira parece banquetear-se com uma salada gourmet. Meu Deus!
Durante meia hora brinco com o que está no prato, tentando ganhar coragem para te dizer alguma coisa. Perante a minha passividade ante a comida, a assistente oferece-se para retirar o tabuleiro e substituí-lo por uma chávena de café.
No meu inglês tosco, ainda articulo: "Black, no sugar, please."
Depois de recolher o tabuleiro, saboreio o café. Um paradoxo. Primeiro, porque o café não estava quente; depois, porque o café canadiano não tem sabor. É senso-comum... Acabo-o rapidamente, por conseguinte.
Preciso de encharcar a cara com água. A toalha aquecida deixou-me um cheiro irritante a jasmim nas mãos e nos lábios... Os sinais luminosos estão todos verdes. É agora mesmo.
Levanto-me. Dirijo-me à casa de banho, no outro extremo do aparelho.
Passo pelo teu lugar... vazio.
Ao fundo do corredor, vejo as tuas costas desaparecerem por detrás da cortina que separa a zona de passageiros da zona de cozinha, que procede o acesso à casa de banho. O sinal luminoso vermelho acende-se, revelando a ocupação do espaço. Pensei em dirigir-me ao outro, na fila do lado, mas não. Bato à porta. Não respondes. Sei que és tu que lá estás dentro. A porta destranca-se. Mas tu não sais.
Espero dez segundos. Nenhuma acção.
Vinte segundos. Começo a estranhar.
Trinta. E tu não sais.
Resolvo entrar. Rodo o manípulo e abro a porta.
Estás apoiada no lavabo, de camisa desapertada.
O espaço é exíguo.
Tranco a porta.
Fito-te e digo as palavras "Desejo-te!" à medida que um calor me invade, levando-me a movimentos animalescos.
Meto as mãos ao teu peito e digo:
- Quero chupar-te!
- Sou tua.
Não ofereces resistência e eu acabo de abrir-te a blusa, atirando-a para o chão. O soutien segue o mesmo caminho.
Ficas nua da cintura para cima. Tenho as mãos frias, do nervosismo, o que te provoca ainda mais a excitação dos mamilos, hirtos como caroços de azeitona. Começo a chupá-los, humedecendo primeiro o teu peito com a minha saliva e depois criando sucção, até não caberem mais na minha boca, alternadamente.
Deixo ficar ambas as mão sobre os teus peitos e desço com a boca até ao umbigo, deixando um rasto de saliva no teu corpo. Depois, meto a cabeça por debaixo da tua saia e sinto o cheiro do teu sexo. Abres ligeiramente as pernas. Mordo as tuas cuecas ao ponto de beliscar também uma prega de pele. Inspiras longamente, guardando em ti parte do ar que deixas sair em golfadas curtas e sonoras. Com os dentes, reclamo a saída da tua roupa interior, enquanto espremo o teu peito.
Fechas as pernas com a minha cabeça entre elas.
O espaço conquistado terá que ser libertado a custo.
Levantas a saia subindo as mãos pelas tuas coxas, passando a estar apenas sustentada com o rabo em cima do lavabo. Depois, enfias os polegares pelos elásticos enquanto as retiras, puxando para baixo. Vencida a resistência das nádegas, que desvias, uma e outra - alternadamente - eu faço o resto com a boca, descobrindo que estás completamente depilada. As cuecas caiem no chão, desamparadas. Abres as pernas ao máximo, ficando ainda com os sapatos, deixando-me ver o teu buraco mais íntimo, que agora se apresenta sem intermediários. Passo-lhe a língua. Uma e outra vez.
Levanto-me para te sussurrar ao ouvido "quero foder-te!".
- Fode-me - respondes - Quero que me dês prazer.
Despoletado por estas palavras, um abraço forte e apertas-me o peito contra o teu, inspirando muito fundo. "Fode-me com força!", dizes, cerrando os dentes.
Sinto os teus mamilos duros enquanto me liberto dos teus braços para ir ao objecto do meu desejo. E enfio a minha língua na tua vagina, que já está bem molhada. Pões a tua mão na minha nuca, como que a convidar-me para ir mais fundo. As tuas pernas agora descrevem um arco que me abraça, com os calcanhares apoiados nas costas. A minha língua invade o teu corpo, uma e outra vez. À medida que o faz, soltas pequenos gemidos. "Mete o teu pau!". Inspiras fundo e levantas a cabeça, olhando o tecto e exibindo o pescoço, que eu mordo para te chupar a carótida. "Siiimmmm!"
Deixo as marcas ligeiras da minha dentição na tua traqueia.
Levas as tuas mãos às minhas calças e libertas-me do que separa a minha pele da tua. Estamos ambos nus a partir daquele momento. "Vou metê-lo agora, queres?" Gemes que sim. E eu enfio violentamente o meu sexo no teu, parando no fundo da primeira estocada. Sinto-te a abrir. Sinto-te toda. Estás à minha mercê. Fechas os olhos com força. Um poço de ar imprime maior violência à profundidade do meu golpe, fazendo-te abrir os olhos. Tens o teu queixo sobre o meu ombro direito. Eu aperto-te com força para não desatar aquela união de corpos. Envolves-me com as tuas pernas e gemes entredentes:
- Dá-me com força! Faz-me vir!
Mantenho-me assim, imóvel, durante segundos que parecem minutos... Enquanto isso, liberto-me da prisão do teu corpo e faço-te rodar sobre ti própria, para te penetrar por trás.
- Vou-te dar com força. É isso que queres. Eu sei que queres.
- Sim, é isso mesmo. Fode-me.
Mas ajoelho-me e agarro-te nas coxas por trás, cheirando o teu sexo e o teu ânus. O teu líquido já se vê cá fora. Esse mel envolve-te as partes íntimas e extravasa, chegando quase às coxas. Abertos, os lábios avermelhados cedem perante a minha boca, que os força a abrirem-se mais. Lambo lentamente, demorando a minha penetração, enquanto tu começas a oscilar as ancas, em movimentos circulares, a convidar-me para entrar. Faço-te a vontade. Enfio o meu pau ao máximo, sentindo a tua vagina abrir e ceder. Pelo espelho, vejo que fechaste os olhos. Começo a fazer movimentos de vai-vem, segurando-te no peito, que agora está desamparado. Forço-me para dentro de ti, apalpando-te as mamas freneticamente enquanto me sinto vir. Pões as mãos no espelho, onde ficam marcadas, palmas abertas.
- Vou-me vir em ti. Dentro de ti.
- Sim... sim... sim... - repetes na cadência de cada investida.
O meu esperma abandona o meu corpo e entra no teu. Solto um rugido enquanto páro os movimentos dentro de ti, bem fundo. Ficamos assim, imóveis, durante um minuto, a sentir prazer. Entre ti e mim, o meu líquido encontra o caminho do chão. A tua mão recolhe-o à saída de ti, fazendo uma carícia aos meus testículos. Levas a tua mão, encharcada, à boca e chupas.
Recebes o meu membro entre as tuas maxilas, fechando os lábios para maior prazer. Começas lentamente, e chupas. Envolves com a língua para me dar maior prazer ainda. Com as mãos, uma a acariciar-me os testículos, e a outra a ajudar os lábios, sempre em contacto com o meu pénis. De olhos fixos em mim, puxo-te os cabelos, comandando eu o ritmo da cadência, que se torna frenético quando me sinto vir novamente. O meu esperma toca-te na glote, quase te fazendo tossir. Quando me venho, mantenho-o bem dentro da tua boca, com os teus lábios bem perto da minha púbis. Engoles tudo. Depois acaricias o meu pau com os teus lábios, beijando-o longamente. Quando acabas, olhas para mim.
Levantas-te.
Envolvo-te por trás, abraçando-te.
O meu pénis encaixa entre as tuas coxas, que fechas com força para tirares o máximo prazer da zona erógina nua. Pelo espelho, é visível a minha glande apertada entre as tuas pernas.
Fitas-me enquanto nos vestimos.
Depois de passar água pela cara, compões a tua roupa com cuidado e ajudas-me a endireitar a minha. Aproveito para apalpar o teu corpo, especialmente o rabo, que desejo sempre.
Já vestidos, abraço-te com força.
E saio, deixando-te lá.
Retomo o meu lugar, passando pelo teu. Coxia vazia, naturalmente.
Sento-me.
Não me seguiste.
Demoras a regressar.
Vou controlando os movimentos do corredor. A minha cabeça oscila entre o corredor e a janela. Deves ter ficado a falar com a hospedeira...
Entretanto, aprecio a paisagem nocturna, do céu semeado de estrelas. Ao longe, as luzes de presença de outros aviões recordam-me de que não estamos sozinhos no céu. A lua cheia está pregada no quadrante Norte. Ilumina o oceano, que reparte a sua luz em milhares de pontos. Ao longe, a cidadela de um navio faz-se notar no meio do mar.
Há mais quem viaje esta noite.
A escuridão lá fora contrasta com os reflexos no vidro dos pequenos candeeiros por cima das cabeças dos passageiros.
Vejo a tua imagem no vidro, em pé.
A miragem regressa.
Pigarreias ligeiramente e eu apercebo-me de que estás mesmo ali.
Olho para a coxia e para cima. Estás mesmo ali.
Estendes o braço, com a mão fechada e virada para baixo. Séria, entregas-me algo.
Recebo instintivamente, sem ver o que é.
Recolhes ao teu lugar, girando as ancas primeiro, demorando a acompanhar com o torso. Estás séria e eu sigo-te com o olhar, apreciando as tuas costas e o teu rabo. "Desejo-te tanto!"
Depois de te sentares, mordes uma barrinha de Twix, fitando-me e piscando-me o olho. Sorriso maroto nos lábios. Mastigas de boca fechada, tirando prazer de cada mordida, enquanto me fitas, num sinal de desafio. Piscas-me outra vez o olho e apontas com o queixo, para que vire para a frente.
Olho para a minha mão, tenho comigo a outra barra, dentro da embalagem já aberta. Meto os dedos e tiro-a com curiosidade.
Está molhada.
Um ligeiro visco.
Saliva?
Cheiro-a.
Sinto-te a ti; à tua vagina.
Vêm-me à memória os momentos passados na casa de banho.
Olho para trás e estás a sorrir. Nunca te tinha visto a sorrir. Com os lábios, articulas as palavras: "Quero mais!", e atiras a cabeça para trás, feliz. Respondo-te com um sorriso.
Aprecio a barra debaixo do meu nariz como se se tratasse de um Monte Cristo.
Divinal!
Trico-a com prazer, demoradamente, sentindo o teu sabor novamente na minha boca... misturado com caramelo, bolacha e chocolate.
Acabo lentamente o doce apimentado por ti e olho para a janela uma vez mais. Distraio-me com as estrelas, num céu mais límpido do que o vejo habitualmente, sem a comum distorção das luzes terrestres que abafa a pureza celeste. Adormeço de cansaço.
O tempo passa.
Nessa noite, aquele pássaro encurta o espaço entre continentes, indiferente às dificuldades humanas, às limitações sociais, apenas condicionado pelo justo encadeamento de peças feitas à medida, que o tornam perfeito.
Entre as núvens, o céu ponteado de estrelas, constelações inteiras fazem a sua aparição. O que antes se fazia no solo, a marcar a presença humana, agora faz-se no céu, a recordar os que já partiram.
Em sonhos, devaneio num Olimpo verdejante, com riachos aqui e ali. Acompanho o pecurso de uma pequena folha no regato até perdê-lo de vista.
Um som característico surge acima da minha cabeça, acompanhado por um sinal luminoso. O som traz-me de volta ao avião, resgatando-me do plano dos sonhos...
Aperto o cinto. Depois, procuro um lenço para limpar os dedos, acastanhados do pequeno grande prazer. O toalhete refrescante da refeição ainda está por ali. Serve perfeitamente.
O candeeiro interior reduz a sua intensidade com o toque num botão.
Muito mais confortável.
Abaixo, o Oceano Atlântico prepara-se para dar lugar a terra seca. Sente-se a descida. A pressão obstrui os meus tímpanos. Começo o exercício para equilibrar a pressão nas trompas de Eustáquio, não sem antes apertar o nariz e fazer força no sentido contrário, obrigando-os a ripostar. A ligeira explosão interna causa-me uma ligeira dor.
Olho para trás. Dormes. De cabeça pendida para a esquerda, sobre o corredor. O teu cabelo tapa-te parcialmente a cara. Musa.
A assistente acorda-te para que apertes o cinto. As costas da cadeira regressam à posição original. Devolves o cobertor delicadamente. Os teus olhos semicerrados denunciam que dormirias ainda mais umas horas.
O meu pescoço começa a reclamar em resultado do esforço, que me ajuda a ter a visão magnífica de ti. Olhas para a frente e cruzamos os nossos olhares uma vez mais.
O avião faz-se à pista. Oscila, corrige e um embate forte de rodas no solo. O pássaro de ferro guincha dos pneus, como que reclamando a sua liberdade e o regresso aos céus. A consequente desaceleração catapulta os corpos dos passageiros contra os cintos. A paisagem ainda é deformada mas ganha corpo exacto à medida que travamos.
Todos se avizinham das janelas para apreciar o tráfego do aeroporto de Lisboa.
Na azáfama que se lhe segue, as pessoas começam a concentrar-se no corredor, quando a manga acopla ao aparelho. Mais um ritual.
Sorrio à hospedeira e saio, percorrendo o corredor. Os passos ecoam nas paredes com publicidade variada. As cores distraem-me do seu conteúdo. Perdem-se por corredores infindáveis. Diluem-se as mensagens.
Ligo o telemóvel. Continuo a andar, em curvas e contracurvas.
Vou começando a encontrar pessoas.
Aqui e ali, membros da tripulação de terra trocam palavras em português. É bom ouvir falar português. Sinto-me em casa. Prossigo, seguindo as placas até à recuperação da bagagem. Tapete D.
Aguardo. Sento-me. O tapete tarda em rolar. No monitor, o número do voo confirma-me de que estou no sítio certo. Olho para trás mas não te vejo. Chegam todos os passageiros da primeira classe. Três... As caras são-me semi-familiares. Passam todos os da turística...oito... Falta um: tu!
"Claro." - penso. Não tinhas bagagem. Saíste pelo outro corredor.
O jet lag faz das suas. A diferença horária dá cabo de mim. Aqui o sol já nasceu. Enquanto viajávamos, o astro-rei deu a volta ao planeta. Viémos encontrá-lo mais cedo, deste lado. A bagagem tarda a circular. É simples; é rápido... onze malas, pelo menos. O que poderá causar tanta demora? Só a desorganização à portuguesa. Vinte minutos de espera. Finalmente, o tapete arranca, auspiciando o comboio de bagagens que deverá começar a aparecer. Uma.... Outra.... Mais outra.... E outra...
Recupero a minha e saio até ao ponto de taxis. Uma fila forma-se, os carros não são suficientes. Amarelos, não os distingo muito bem. Os autocarros já circulam. A poluição atmosférica faz-se sentir. O monóxido de carbono invade-me as narinas. Coloco os óculos escuros para me defender do sol que ainda está baixo e me fere os olhos cansados. Os braços pesam-me.
O tempo está bom. Frescura matinal, humidade e sem chuva. Algumas núvens no céu formam figuras engraçadas. Lembro-me dos meus tempos de criança, em que passava horas deitado na relva a imaginar figuras para as núvens.
Nisto, um chiar de pneus acorda-me deste meu transe. Um vidro abre-se e surges tu, dentro de um carro. Olhas para mim, convidando-me silenciosamente para entrar. O que me deixa confuso é a telepatia existente. Agradeço com a cabeça.
Dirijo-me à traseira do carro para meter a mala no porta-bagagens. Abro a porta e entro com o casaco no colo. Olhas em frente e arrancas em velocidade. Do bolso, retiro o meu chocolate, que acabei por não comer pois tive uma substituição inédita durante o voo...
Eu fito o teu corpo e recordo-me de cada curva, de cada sinal, cada odor. Abro a embalagem e enfio-te uma das barrinhas na boca. Guardo a outra. "Estava a dever-te um chocolate!"
O carro emana o teu perfume. A saia ligeiramente puxada para trás quase revela a tua roupa interior. As tuas pernas são um monumento à beldade. Quero meter a minha mão entre elas e chegar-te onde tu sabes. Mas só me distraio do teu corpo pela tua condução, perícia de um taxista em hora de ponta. Agarro-me a tudo quanto posso para me defender dos impactos que parecem iminentes. Sinto-me como um batido.
Conduzes sem destino declarado. E eu não te digo nada. Olho para ti e penso "Desejo-te. Surpreende-me!"
Devolves-me o olhar, com a mesma expressão marota na cara, que já me era familiar.
"Vamos até minha casa.", atiro determinado. "Faço-te o pequeno-almoço!"
"E onde é a tua casa?", replicas imediatamente, em voz baixa...
Dou-te as instruções, que segues como uma bala, por entre o trânsito lisboeta. A hora de ponta abranda-te mas, como vamos em sentido inverso, não estamos parados. Abrandas com a aproximação do meu local de residência. A uma indicação de dedo minha, apontas o carro até à porta de uma garagem. Desces a rampa devagar e páras. Eu retiro a chave do bolso e abro o portão com o comando. Conduzes o carro mediante as minhas instruções silenciosas, manuais, e estacionas no meu local reservado. O meu carro?... Na oficina ainda, acidentado.
Assistes aos meus movimentos. Tens as mãos no volante.
- Vais ficar aí? Ou queres comer alguma coisa?
Sais para a garagem. O cheiro característico de escapes misturados com o cimento crú do pavimento faz-te dar um espirro.
"Não sei se quero dizer isto mas... Santinha!"
Dirigimo-nos ao elevador. Segues-me de perto, quase encostada, mas a uma distância social.
Os elevadores ficam dentro de uma casinha oculta, cujo acesso se faz através de uma porta corta-fogo, que se fecha atrás de nós. Estamos sós. A minha bagagem separa-nos e torna-se impossível atacar-te. Resolvo sossegar. Afinal, o meu desejo não se perderia por meros segundos. A porta do elevador abre-se e entramos: primeiro tu.
"Décimo andar, por favor!". Tenho as mãos ocupadas. Carregas no botão, sempre a fitar-me. Os segundos tardam a passar. Segundo andar. O teu cabelo escorre sobre os ombros. O teu rosto fita-me mas os olhos pregam-se ao chão. Quarto andar. O compartimento começa a ser invadido pelo teu perfume. O silêncio apenas é quebrado pela música ambiente do elevador. Este tema contava umas histórias... Se falasse... Sétimo andar.
Não tiramos os olhos um do outro. A ausência de palavras intriga-me."Desejo-te." ecoa na minha cabeça. A tua roupa interior ressalta debaixo da saia, marcando a sua presença. Inegável gosto para o requinte. Fixo os meus olhos no teu peito, que grita para sair da prisão...
Décimo andar e as portas abrem-se.
Saio primeiro e tiro as chaves do bolso. Duas portas opostas. Vamos à direita. Aproximamo-nos da minha casa. Ajudas-me a abrir a porta.
Atravesso o hall e atiro com tudo para o chão. O som de papéis a espalharem-se no chão quebra o silêncio que se fazia sentir. Fecho e tranco a porta.
Os dois sozinhos agora. Entre nós, um monte de bagagem. Passo-lhe por cima quando me atiro a ti, jogando o meu corpo sobre o teu, contra a parede. Meto as mãos dentro da tua blusa, sobre a tua saia.
- Como te desejo. Quero foder-te toda.
Inspiras fundo com estas palavras. Sei que queres ser fodida como se não houvesse amanhã. Por trás da tua cabeça, puxo os cabelos fazendo a tua cara virar-se para cima e expor a traqueia. Abro os meus dentes sobre ela, virando a minha cabeça. Mordo-a moderadamente enquanto as minhas mãos procuram o teu sexo, quente, húmido, já pronto para me receber.
Agarro-te pelos cabelos e puxo-te para o quarto.
Ajoelho-te como se se tratasse de uma execução, mantendo os teus cabelos na minha mão cheia. Estou atrás de ti. À tua frente, a cama, lugar de prazer.
Tiras a roupa devagar.
Começas pela blusa, depois o soutien.
Puxo-te e levantas-te para acabares o que começaste.
Estás nua e eu estou vestido.
Aproximo o meu rosto do teu. Repito a frase "Quero vir-me dentro de ti!", em surdina, no teu ouvido.
- Abre as pernas.
Sobes para a cama e abre-las de forma bem ampla, levantando os braços, deixando-te à minha mercê. Hoje queres que te domine.
Amarro-te as mãos à cabeceira da cama com dois lenços que retiro da cómoda. Deixo-te as pernas soltas.
Fico de joelhos entre elas, com o mais íntimo de ti à vista.
Ao ouvido, digo-te com pormenor "Vou-me vir em ti!"
Na tua vagina, meto um dedo em cada lado para te excitar. Faço cículos concêntrico até passar os teus lábios.
"Dá-me o teu pau. Fode-me com o teu pau!" E eu enterro-o na tua rata até ao fim, com as mãos nas tuas mamas. Começo a andar de trás para a frente, num ritmo que aumenta. Oiço-te gemer. Nisto, viro-te ao contrário para te penetrar por trás. Estás agora com os braços cruzados.
Começo devagar. Passa a glande, o prepúcio e por fim o corpo. Vais gemendo à medida que entra.
Oiço-te gemer de prazer. Com as minhas mãos, seguro nas tuas tetas espalmadas entre o colchão e o teu corpo. Aperto-as com alguma força, para me dar posição para enterrar melhor.
Sinto-te contorcer. Gemes cada vez mais. Sinto-te quase a vir e digo: "Vou-me vir agora!" Sinto-me estremecer e encharco-te com o meu prazer quente.
Deixo-me estar quieto enquanto o fluxo te invade. Prendo-te os movimentos.
Passamos assim quase dois minutos. Imóveis. Só a sentir o prazer.
Eu recuo e saio de dentro de ti.
O meu esperma pretende sair também.
Com as mãos presas, não consegues libertar-te para te lavar. Vou buscar uns toalhetes para te limpar eu mesmo.
Nisto, coloco-te uma venda e deixo-te assim. Aprecio cada curva do teu corpo. Cheiro a tua vagina. Lambo-a. Ainda consigo sentir o sabor do chocolate com o teu visco. Começo por meter dois dedos e depois três e quatro. Exprimes um ligeiro gemido de desconforto.
E eu meto mais um dedo. E começo a mexê-los lá dentro, sentindo o colo do teu útero nas pontas do dedo médio. Toco-te bem fundo. Retiro a mão devagar.
Depois saio do quarto. Ouves-me mas não me vês.
Abro gavetas e armários. Os meus passos nús denunciam que estou na cozinha. Sentes talheres, taças. O tilintar desta loiça deixa-te na expectativa.
Quatro sons electrónicos curtos. Uma porta de electrodoméstico a abrir. Silêncio.
Regresso ao quarto. Sentes os meus passos aproximarem-se de ti.
- Vamos começar.
Passo-te algo pelo corpo. Pela boca... Sentes a sua textura, reconhece-la. Um morango.
- Trinca! - E deixas-me com metade na mão, comendo o resto.
- Espero que gostes de fruta ao pequeno-almoço...
Depois:
Despejo um fio de creme de chocolate quente sobre a tua barriga. Desenho um "C", a minha inicial... Soltas um gemido inesperado.
Com o morango meio comido na minha mão, limpo o chocolate do teu corpo. Envolvo a fruta no líquido castanho e meto-o na minha boca. Mastigo.
Depois, passo outro fio de chocolate sobre as tuas mamas.
Chupo as tuas mamas, com o sabor a chocolate.
Faço o mesmo no teu sexo. O chocolate já não está tão quente. Um fio de cima a baixo. Eu lambo-o directamente.
Depois, pego na barra de chocolate que me sobrou e enfio-a por ti adentro...
A barrinha de Twix envolve-se com o teu visco, lentamente. A nervura do chocolate começa a derreter no contacto com a humidade e o calor do teu sexo. Os meus dedos empurram-na cada vez para mais fundo. Os teus lábios acompanham o movimento da penetração, abraçando os meus dedos, como se quisessem articular um "mmmm" saboroso...
Não sentes dores. Na tua barriga, o sangue aflui ao local onde antes se encontrou o creme de chocolate quente. Os teus seios vermelham também, com a distinta marca da violência quente das minhas mãos, que os atingiu subitamente. Os teus mamilos apontam ao tecto, a pedirem para serem devorados.
Retiro a barra de chocolate e meto-ta na boca. Tricas com prazer. Mastigas em câmara lenta. Eu faço o mesmo, saboreando cada milímetro do teu visco misturado com o chocolate, a bolacha e o caramelo.
Quando acabo, meto a língua na tua cona, onde sinto o sabor mais doce à face da terra. Aí, o teu cheiro natural sobrepõe-se, deixando-me num estado de excitação absoluta.
As tuas pernas estremecem e os joelhos caem sobre a cama. Agora é mais difícil "ver-te". Forço o meu queixo para ganhar posição e continuar a chupar-te. Chego ao clítoris, que a língua massaja juntamente com uma sucção forte, querendo absorvê-lo para dentro de mim. Assim fico alguns minutos, vendo-te a contorcer com prazer.
- Fode-me fundo!
Mantenho-me a lamber a tua vagina depilada, ignorando o teu pedido.
- Fode-me agora. Estou a vir-me...
- Ainda não.
Vens-te. Sinto-te vir, a cona mais molhada ainda. Adoro ouvir-te gemer.
Mal me sinto, de tanta esfrega sexual. Estou cansaço pela viagem e pelo esforço despendido neste combate de corpos nús.
Tiro-te a venda e solto-te os pulsos. Deito-me ao teu lado, imóvel.
Levantas-te e colocas-te entre as minhas pernas. "Vou fazer-te ir ao céu!" O teu cabelo roça-me a barriga e a parte de dentro das ancas. Não consigo ver a tua cara agora. Agarras no teu cabelo e coloca-lo todo para um lado.
- Olha-me nos olhos.
Olho para baixo e os teus olhos cruzam-se com os meus.
Agarras o meu pau, que ainda estava duro, e lambes de cima a baixo. Começas por lamber por baixo, desde os testículos. De língua aberta, para apanhar a maior área possível. Acabas o movimento ascendente e enfia-lo todo na tua boca, ajudando com a mão em tubo.
Lentamente, sinto o calor da tua boca a envolvê-lo, a acariciá-lo. Estás em posição fetal, com os calcanhares junto às nádegas. Peço-te para afastares as pernas, para eu te chegar à racha com um dos pés, que esfrego à medida que me dás prazer. Sinto-lhe o calor húmido.
Os teus lábios apertam o corpo do meu sexo a simular uma vagina. Lá dentro, a tua língua dá voltas intermináveis para aumentar o meu prazer.
O tempo passa rapidamente naquela manhã. O sol vence as frestas das portadas, iluminando-te de perfil. Os cabelos fazem a sombra necessária para que não te consiga ver a cara. O teu corpo contrasta com a alvura da parede. Estás ali. Estamos ali.
Não consigo desprender a minha atenção dos teus olhos. O iluminado tracejado percorre o teu cabelo e o teu corpo, mas nada me distrai do prazer que me dás.
-Quero vir-me na tua boca.
- Sim.
Os teus movimentos mantêm o ritmo regular. A tua mão percorre o meu pau acompanhando a tua boca. Esse tubo de prazer leva-me ao êxtase. O meu pé roça-se na tua rata, sentindo-a perfeitamente encharcada. Uma sede imensa atinge-nos. Eu agarro no teu cabelo e controlo a cadência, cada vez mais rápida, até que solto um urro de prazer e jorro-me em ti, dentro de ti. A tua língua acaricia-me o freio da glande para incitar um maior jorro e mais prazer, enquanto me venho. Sinto-me quase a desmaiar, mas ainda guardo forças para um último acto.
- Põe-te na minha cara. Quero lamber a tua cona.
Lentamente, levantas-te e abres as pernas. A tua cona húmida emana calor, que me percorre o corpo à medida que a arrastas por mim acima. Pões as tuas pernas de lado e avanças lentamente até te posicionares com a rata em cima da minha boca. Olhas para baixo e a minha visão é perfeita: mesmo em frente aos meus lábios, a tua rata húmida. Depois, o teu umbigo, as tuas mamas, o teu queixo, nariz e olhos. Por fim, a envolver tudo como uma cortina privada, o teu cabelo faz um túnel de cima a baixo. Agarras a cabeceira da cama com as tuas mãos. Eu elevo as minhas para te segurar nas tetas, ainda quentes do chocolate. Agarro com força nas minhas bóias de prazer, nos meus balões do êxtase. Fechas os olhos.
- Dá-me prazer! - pedes-me.
Enfio a minha língua até ao fim. Respondes-me com uma inspiração profunda de prazer, acompanhada de um gemido de gata. Olhas para baixo, para veres o que faço. Os nossos olhos cruzam-se durante todo o acto sexual.
Os meus lábios junto aos teus, tenho o meu nariz no teu clítoris, que massajo na medida do possível. Esforço-me para entrar o mais dentro de ti, humedecendo o que já parece uma esponja; a tua pele impregnada do teu visco deixa-me a cara toda molhada de ti. Adoro o cheiro. Adoro o gemido. Mexes as ancas de um lado para o outro. Passo as minhas mãos para as tuas nádegas, forçando-me ainda mais em ti. Jogas a cabeça para trás quando te vens sonoramente, tentanto saltar em cima da minha cara. Sinto-te vir ruidosamente, aperto-te o peito com firmeza, sentindo os mamilos nas minhas palmas...
Assim ficamos uns segundos, até abrires as pernas e saíres de cima de mim...
Deitas-te ao meu lado, abraças-me e beijamo-nos longamente. Meto a mão direita entre as tuas pernas, bem junto ao teu sexo, para sentir o seu calor. Não me mexo, só te quero sentir. Adormecemos.
O Sol continua a sua ascendência até ao zénite. Sem saber que eu já lá estive, horas antes. Pobre astro; perderias a luz se soubesses quanta dela foi o meu prazer de ontem para hoje.
Sonho com estrelas, sentindo o calor do teu corpo junto a mim.
Acordo com um toque suave no ombro. Alguém me fala, mas não percebo nada. Estou como que drogado.
- Sir, it's time to board the plane!
Abro os olhos e o cenário é-me familiar: a sala de embarque. A minha tralha, o trolley, os jornais, o cartão de embarque na mão...
Falto eu. Sou o último a embarcar.
Em Calgary.

1 comentário:

Crys SJ disse...

Quase um livro!!!Mas intenso nos detalhes...quente,delirante...
Beijos em ti.