terça-feira, 19 de abril de 2011

A meio da noite (I)

O telemóvel toca.
Atendes com voz ensonada. A minha voz do outro lado.
"Sabes quem fala?"
"Sei!"
"Estou na rua. Vens ter comigo!"
Vestes-te e desces a escada. Já na rua, vês-me.
Cruzamos o olhar. Sem palavras.
Andamos lado a lado, o mesmo ritmo, o mesmo passo. Sem pressas.
Entramos no hotel.
No elevador, meto a minha mão entre as tuas pernas. Sinto o teu sexo quente.
Pego na tua mão e forço-a contra o meu pau, que troveja já dentro das minhas calças.
Subimos e entramos no quarto.
Agarro-te pelos cabelos e encosto-te a cara à parede.
"Hoje vamos fazer algo novo!"
Dispo-te a olhar para ti. Quero ver-te nua. Anseio por ver-te nua.
Tiro-te a roupa interior.
Durante todo o processo, fitas-me com o olhar.
Estás totalmente nua à minha frente.
Tapas o peito com um braço e a púbis com a mão que te sobra.
"O que queres?"- perguntas.
"Entrar em ti."
Lentamente, desabrochas e libertas os braços. Empurras-me contra o sofá do quarto, sobre o qual me sento depois de um ligeiro desequilíbrio.
A luz do quarto é quase penumbra. Desenhas o perfil do corpo a preto e branco.
Chegas as mãos aos meus ombros e danças com as tuas ancas diante da minha cara. Brincas comigo.
As tuas mãos acariciam-me a nuca, onde uso o cabelo mais curto e fitas-me com o olhar.
Ajoelhas-te por cima de mim e encostas o peito de modo provocador. Primeiro, um mamilo sobre o meu nariz.Agitas o outro da mesma forma.
Encosta-los aos meus lábios, alternadamente. Tento apanhá-los mas apenas se tu quiseres.
- continua-

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