segunda-feira, 25 de abril de 2011

Call center...



Dia agitado no escritório.

Os ruídos dos telefones não páram. Impressoras à velocidade máxima, digitalizadores, telemóveis, telefones.
Atarefada, a tua transpiração começa a atingir os teus seios. Que raio de dia para vir sem soutien. O calor aperta, o ar condicionado avariado.

O teu telemóvel toca. Atendes. Nenhuma reacção.

"Estou?... Estou?". Desligas.

No open office, separa-te uma fina barreira do teu colega de trabalho. Os cubículos são privados mas qualquer um pode ver, ao passar pelas suas entradas.

No computador, dezoito tarefas pendentes e nenhuma perspectiva de acabá-las até ao fim da semana!

Telemóvel novamente.

"Estou?"

"Sabe quem fala?"

"Não! Quem fala?" Intrigada, tentas reconhecer a voz. Percorres mentalmente toda a tua agenda de conhecimentos próximos. Passas para os mais longínquos. Depois, os que não vês há muito. Regressas ao tempo do liceu. Nem aí.

"O director! Mas estou constipado. Preciso de falar consigo. Venha ter comigo aqui ao andar de cima dentro de dez minutos"

Desligas e sais. Passas pela máquina do café. Tens dez minutos. Um pequeno intervalo sabe bem. Depois, entras no elevador, piso superior e diriges-te ao gabinete da Direcção. A secretária refere que estou à tua espera. Avanças com o bloco de notas.

Mas entras, reparas no gabinete vazio. Ruído na casa de banho privativa. Porta semi-aberta.

As persianas estão fechadas e as luzes no máximo.

A porta tranca-se. Vês-te enclausurada.

Saio da casa de banho e dirijo-me a ti.

"Sabe porque queria falar consigo?"

"Não! Isto é muito estranho!"

"Não estranhe, Beatriz." Reduzo a distância e subitamente meto a mão debaixo da tua saia, a meio da coxa e bastante acessível, por ser larga.

Fechas as pernas rapidamente e tentas repelir-me com os braços. Tentas virar-te. Mas sou mais forte do que tu e deixas-te ir.

Tapo-te a boca para não gritares do susto enquanto enfio os meus dedos pela tua rata.

Deito-te no sofá e abro-te as pernas com determinação. Ainda estás incrédula.

"Ninguém nos vai ouvir! A porta está trancada."

Rasgo-te as cuecas com violência. Exponho a tua cona rapada enquanto baixo as calças e me ponho dentro de ti. Com as mãos nos teus ombros, impeço-te de sair.

"Gostas que te encha assim?" Respondes que sim, com a cabeça. Mordes o lábio inferior e fechas os olhos!

Começo os meus movimentos frenéticos. Mordes mais os lábios e, enquanto isso, abro-te a blusa e exponho as tuas mamas nuas. Agarro-lhes com força, espremendo os mamilos duros do susto.

Venho-me sonoramente. "Sentiste? Como adorei essa tua rata húmida. Já a desejava há muito tempo."

Depois, tiro o meu pau e ponho-o na tua boca. "Queres mais um desafio?"

Sento-me no sofá enquanto continuas os movimentos. O meu pénis sente-se activo novamente e enrijece dentro da tua boca. "Ajuda com as mãos!". A mão direita a servir de tubo e a boca como terminação. Andas para cima e para baixo. Estás de joelhos e o meu líquido vai caindo do teu sexo para o chão. Escorre-te pelas pernas. "Olha para mim! Quero ver os teus olhos!" Olho para baixo e os teus olhos cruzam-se com os meus. "Isso! Isso... Isso... Isssoooo!" Venho-me novamente.

Para minha surpresa, engoles o meu prazer.
O teu corpo semi-nú convida ao deleite, quer carnal, quer visual. Lá fora, a azáfama normal de um dia de escritório.

Viras-te a mim e atiras-me ao chão. A minha camisa e as minhas calças voam sem esforço.

Pões-te em cima do meu pau. "Agora é a minha vez!"
Sentas-te em cima de mim e eu penetro-te ao mais fundo de ti. Balanças as ancas enquanto gemes cada vez mais. Até que te vens. Primeiro com um gemido, depois com um arfar e por último com um sonoro "Ah! Ah! aahhh!" O teu peito junta-se ao meu, enquanto ambos respiramos intensamente.

E assim ficamos breves minutos, a recuperar do esforço.

Levanto-me ainda dentro de ti e poiso-te no sofá maior, enquanto me dirijo à casa de banho privativa para me compor. A tua saia regressa ao lugar. As cuecas vão para o lixo, enroladas num papel A4. Quando eu saio do WC, entras tu, tentando minimizar os danos visíveis a terceiros. Fechas a porta para maior privacidade. Eu regresso à minha cadeira.

A porta abre-se com um estalido. Observo-te com lascívia.
Páras no meio do gabinete em pose guerreira. Fitas-me com os olhos. Uma expressão impávida.
Rodas sobre ti e diriges-te para a porta. Sais do gabinete. com um botão intermédio aberto.
Regressas ao teu local de trabalho apressadamente. Sem o bloco de notas.

O telemóvel novamente.

Ainda mal refeita do sucedido, atendes. "Reparei na tua saia curta hoje de manhã. Deu muito jeito, como viste. Gosto de te ver de rabo de cavalo! E agora vou dar-te instruções!"

"Mete a tua mão debaixo da tua saia."

Ainda mais surpreendida e sem saber como reagir, hesitas, numa primeira fase. "Já está?" - pergunto. Impelida pela pergunta, metes as mãos debaixo da saia.

"Percorre a perna do lado de dentro e chega à tua rata. Quero que te toques comigo aqui."

No corredor de acesso aos vários espaços do open-space muita gente atarefada. Demasiado atarefada para dar atenção ao que fazias.

Chegas à rata. Ainda húmida do sucedido pouco tempo antes.

"Mete um dedo lá dentro!" Cumpres, já que, sem roupa interior, é mais simples.
O telefone de secretária toca. Dás um salto, enquanto levantas e baixas o auscultador. Depois, tira-lo do descanso.

"Mete outro!". Um súbito calor invade-te o corpo. A minha voz parece hipnótica do outro lado da linha.
Dois dedos: indicador e médio estão já dentro de ti.

"Mexe-os!" Começas a mexê-los e semicerras os olhos.

"Mete outro!" Entras no ritmo mais intenso das sensações um pouco mais agradáveis. Começas a lubrificar-te. Os teus dedos escorregam naturalmente. Para dentro; para fora. Em redor...

"Faz círculos por cima do teu clitoris!" Os teus dedos descrevem círculos molhados, ajudados pelo teu visco natural. Começas a ferver lentamente. Fechas os olhos e isolas-te do mundo. Fechas as pernas para sentir melhor.

O paquete chega com alguma correspondência. Abres os olhos e, atrapalhada, tentas disfarçar mas... tarde demais. Um sorriso na sua cara deixa antever que se apercebeu da tua sub-actividade.

Esperas que ele saia do campo visual.

"Quem era?" pergunto?

"O paquete!"

"Não importa. Continua. Faz isso!"

Retomas a tua masturbação orientada e começas a respirar mais forte, mais fundo, com maior intensidade.
Sentes um calor invadir-te. Fechas os olhos com força. Os teus dedos massajam-te por dentro. Sentes um prazer redobrado e oiço a tua respiração forte.

"Quem vês?"

Não me respondes.

"QUEM VÊS?"

Silêncio do teu lado. Só uns gemidos abafados.

"Mete quatro dedos!" Abres as pernas amplamente.

Imaginas-te no gabinete acima, com as pernas abertas e vês-me em cima de ti. Imaginas-me a penetrar-te profundamente.

"Vejo-te a ti!"

"Podes parar. Amanhã traz uma saia longa..."
Páras subitamente e retomas a tua realidade. Desligas o telemóvel. Na tua saia, uma mancha escura. Tiras um toalhete para limpar a mão e o sexo. Olhas em redor.

O ruído continua mas as tarefas nem parecem importantes.

Anseias pelo dia seguinte.

4 comentários:

p i disse...

Adorei este texto e quem me dera conseguir escrever assim!
Muitos parabéns :)

Carlos disse...

Obrigado pela visita. Mas não é nada de mais. Há blogues muito mais "quentes" e com muito melhor escrita. Entrecruzam-se cenas eróticas e descrições fabulosas. Ainda tenho muito a aprender nesse domínio.

p i disse...

desde já quero agradecer pelo comentário ao meu blog. foi uma crítica directa ao meu coração visto que é tudo uma história verídica por ali!

Quanto ao facto de ainda ter muito que aprender...quem não tem? Eu digo sinceramente que adorei a forma como escreve e gostava de ter coragem para me aventurar em escrever histórias assim.
Quem sabe um dia ;)

Tita disse...

Nunca tinha lido um texto como este. Esta fora do normal mas ao mesmo tempo é o que acontece em muitos dos casos, esta escrito ao promenor o que torna mais intensa a leitura. Parabens e Obrigado pelo o comentario no meu blog.