terça-feira, 19 de abril de 2011

Da esplanada.

Hoje vi-te a passar na rua.
Estava na esplanada do café.
Estavas de calças justas, de saltos e de top. Provocadora.
Trocámos de olhares. Ignorámo-nos mutuamente.
Passaste com o peito a pedir-me para o apalpar, para o chupar.
As calças justas fizeram-me querer saltar dali. Cresceu-me uma tesão incrível.
O teu rabo provocava-me. Ai o que me passou pela cabeça. Todo esse território que ambos sabíamos ser meu.
Os recortes da roupa interior denunciavam a tua púbis. Muito apertada, essa saia.
Segui-te com o olhar.
Ias para casa.
Já lá vou ter.
Quando chegar, quero deitar-te no meu colo.
Sabes que me provocas e eu gosto que saibas disso.
Podes ser quem quiseres fora de portas. Dentro de portas somos um do outro.
E vais saber sempre disso.
Vou pôr-te de quatro, agarrar-te nas mamas por trás e enfiar-te o meu pau por ti adentro.
Querer-te fechar as pernas para apertares mais.
Oiço-te suplicar para que te foda mais fundo ainda.
Será que eu aguento dar-te o pau duro até não aguentares mais? O desejo seria recomeçar tudo de novo quando estiveres quase desmaiada com a fraqueza. Mas também eu tombo de cansaço.
Depois de ver o teu corpo jazer sobre a cama, com a luz da lua a trespassar uma fresta entre os cortinados, apenas percebo a tua anca alva.
A tua respiração torna-se agora mais profunda, do cansaço. O leve sorriso de pertença dá-te a segurança de sonhos cristalinos.
Vou para o duche quente e apoio-me na parede com ambas as mãos. A água jorra pelas minhas costas abaixo. Quentes minutos de retempero.
Passo as mãos pelo cabelo, de olhos fechados. Recebo o jacto de água quente na cara, enquanto lentamente revejo as imagens do sexo de hoje, quase em câmara lenta.
Fomos completos.
Recordo o dia em que combinámos este encontro. Desde o toque do telefone até aos pormenores do que vestiríamos ambos, hora e local.
De olhos fechados, sinto o prazer do duche quente e imagino como seria de outra forma, outro cenário.
Sinto a tua mão nas minhas costas. Estás atrás de mim, com os braços cruzados sobre o peito.
"Senti a tua falta na cama!"
Envolvo-te totalmente entre o meu peito e os meus braços.
Sinto o teu corpo humedecer e tremer com a passagem da água. A diferença da temperatura faz os teus mamilos retesarem-se. Levas a mão ao meu sexo. Conduzes a minha ao teu e assim ficamos.
Sentimo-nos mutuamente.
"E agora?", perguntas.
"Não sei. Depois pensamos nisso."
Porque eu estou contigo sempre que te deitares.
Mesmo que não queiras.
Pensas em mim.
E no que te vou fazer. E no que me vais fazer.

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