quinta-feira, 13 de junho de 2013

O telheiro

Noite.
Chuva.
Inverno.
O ruído apenas do impacto das gotas no vidro. No alcatrão da estrada lá fora.
Quatro da manhã.
Dormes. Confortável, quente dentro do quarto, debaixo dos cobertores. Luz mínima, entrecortada pelos néons de algumas lojas que se esforçam por quebrar a opacidade que as persianas te oferecem ao quarto.
O telemóvel. A sua luz invade o quarto. O ruído da vibração acorda-te. O corpo que está ao teu lado permanece imóvel. De costas viradas um para o outro!
Estás com uma camisa de dormir. Apenas.
"Alô?"
"Estou à tua espera cá em baixo. Despacha-te!"
Abres os olhos. A voz parece hipnotizar-te. Não tens tempo para pensar.
Atordoada, calças umas botas que apertas atabalhoadamente e vestes uma gabardina, ignorando os botões. Apenas dás um laço no cinto.
Pegas nas chaves, no telemóvel e fechas a porta atrás de ti.
Desces as escadas sem pensar no barulho. À porta do prédio, espera-te um carro. Vês a porta aberta mas a chuva intensa impede-te de simplesmente ires. Levantas a gola da gabardina e avanças. O cabelo molha-se com a tromba de água que cai.
Lá dentro, o banco de trás só para ti.
Um carro mas apenas com motorista. Fechas a porta e ele arranca.
Sentes algum frio da água que agora se cola a ti. Cruzas os braços sobre o peito. Vês a paisagem familiar. Circulam dez, quinze minutos. Não mais.
O motorista pára o carro num beco. Dois prédios fazem do beco um corredor. Ao fundo, uma rede com porta dá acesso a um pátio.
Ninguém nas ruas. Visibilidade reduzida pela chuva.
"Saia, por favor!"
Sais e o carro arranca em velocidade.
Uma luz acende-se ao fundo do beco e apaga-se novamente.
Diriges-te a ela apressadamente. No beco, alguns caixotes de lixo recém-esvaziados dominam a paisagem. Os dois prédios são altos e têm as escadas de emergência apontadas a ti.
A luz pisca novamente.
Aceleras o passo de corrida. A chuva reduz a sua intensidade agora.
Quatro e meia da manhã. Frio. Avanças com os braços cruzados para estancar o calor que ainda permanece entre o teu corpo e o impermeável comprido.
Pisas as poças de água e ficas molhada por cima e por baixo.
Abres a porta de rede e transpõe-la.
Um pátio. Um telheiro. Eu.
"Porque demoraste tanto?"
"Fiz o que pude!"
"Cala-te!" Chego-me a ti e abro-te a gabardina. Dispo-te e ficas apenas de camisa de dormir. Atiro a gabardina contra a parede.
A chuva retoma a intensidade. "Tira as botas!" Pego nelas e atiro-as para perto da gabardine, debaixo do telheiro.
"Dá cinco passos para trás."
"Demoraste imenso. Agora fica aí um pouco; quero ver-te melhor!"
Estás agora à chuva, sem protecção. Cruzas os braços.
"Põe as mãos na cintura, minha puta!"
A camisa de dormir cola-se-te ao corpo.
Os teus mamilos endurecem com o frio e a água. O teu cabelo escureceu e escorre agora desordenadamente pela tua cara, pelos teus ombros, pelas tuas costas.
As luzes de iluminação pública ficaram do outro lado do prédio. Na rua principal, apenas um carro passou desde que ali estás.
Só dois corpos nas redondezas.
Ao ver os teus contornos, o meu caralho excita-se.
"Ainda não está bem." Aproximo-me de ti e rasgo-te a camisa de dormir.
Recuo e torno a contemplar-te. Os teus mamilos tornam-se torneiras, canalizando a água da chuva.
"Abre as pernas!"
Abres as pernas à distância dos teus ombros. Com as mãos na cintura.
Aproximo-me de ti. Passo os dedos na tua rata depilada. Sinto-a contraída. Abro os teus grandes lábios com o dedo, de trás para a frente. Já consigo sentir o teu buraco.
Meto o meu dedo médio lá dentro. Olho-te nos olhos. "Sentes, minha puta?"
Acenas que sim com a cabeça.
Continuo enquanto te olho nos olhos. Encosto o meu nariz ao teu. "Hoje vou-te foder como mereces!"
Completamente nua, obrigo-te a ajoelhar.
"Tens uma missão. Cumpre-a!"
Abres-me as calças e vês o meu caralho pronto para a acção.
Pego-te na cabeça, pelos cabelos molhados e obrigo-te a abrir a boca. "Chupa-me!"
Começas a chupar-me.
"Sua puta! Com quem estavas para te demorares tanto? Não sabes que és minha?"
Ajudas com as mãos em tubo. Avanças e recuas a tua cabeça.
"Faz isso devagar, minha cabra!"
Irritado, pego em ti por trás das pernas e encosto-te à parede do telheiro. Levanto-te e enterro-me todo na tua cona. A parede fria de um lado; o meu corpo do outro. As tuas pernas envolvem-me. Prendes-me com os calcanhares por trás do meu rabo.
És levantada pelo meu pau todo enterrado na tua rata.
Oiço-te gemer de prazer. Sinto a tua cona molhada e mais quente agora e tenho prazer.
Sei que me vou vir dentro de ti.
Sabes que me vou vir dentro de ti.
Sabemos o que vai acontecer.
E deixamos acontecer.
Olho nos teus olhos.
Lábios próximos.
Beijo-te pela primeira vez.
As tuas tetas encostam-se à minha camisa e sinto os teus mamilos duros.
"Quero encharcar-te toda, minha puta!"
O meu caralho duro encontra o fundo da tua cona. Vai e vem, cada vez mais depressa.
És invadida pela minha esporra quente.
Deixo-me estar assim.
"És minha e só minha, entendes minha puta? Quando te ligar, vens logo ter comigo, pronta para ser fodida!"
Fico a olhar-te nos olhos.
Largo-te as pernas, que se juntam. Estás de pé.
O meu esperma escorre pelas tuas pernas.
"Vira-te!"
Encostas as mãos à parede e eu cuspo no teu cú para o lubrificar.
Seguro-me na tua cintura e puxo-te contra mim.
Meto o meu pau duro lá dentro e torno a mexer-me para trás e para a frente.
Estocadas com força. Ritmadas.
Uma. Um grito teu. Pausa. Eu dentro de ti.
Recuo e afundo-me em ti novamente. Outro grito teu. Pausa.
O teu cú abre.
Dor.
Entre a dor e o prazer que sentes, misturam-se as minhas respirações fortes.
"Vou-te marcar por dentro agora!"
A acção continua.
Uma. Pausa.
Duas. Pausa.
Três. Pausa.
Quatro. Pausa.
Cinco. Pausa.
Seis. Pausa.
Sete estocadas. Pausadas.
Páro dentro de ti. O meu caralho totalmente dentro do teu cú.
Repentinamente, começo a foder-te desenfreadamente.
Gritas, mas eu não te oiço. "Pára, meu dono! Pára!"
Ignoro-te. Nove, dez, onze, doze, treze. E continuo muito rapidamente.
Quando não aguento mais, grito de prazer. "Aaahhh!". Fico assim, enterrado em ti.
O pouco esperma que ainda tenho dentro passa para o teu corpo. Sinto-o a abandonar o meu corpo.
As minhas mãos na tua cintura puxam-te contra mim. Afundo os meus dedos na tua carne.
Tiro lentamente o meu caralho de dentro de ti e fecho as calças.
A camisa de dormir jaz no pavimento, molhada; rasgada.
Só tens a gabardine e as botas.
Baixas-te para apanhar a tua roupa. Começas a vestir-te.
Olhas para trás.
Desapareci.
Olhas em redor. Sem rasto meu. Ficas quieta. Estática.
A chuva continua.
Decides fazer o caminho de volta à tua casa.
A chuva violenta faz-te tropeçar. Apenas com as chaves e o telemóvel no bolso, tentas proteger-te do olhar dos motoristas de autocarro que começam agora a circular.
Cinco da manhã.
Andas com destino marcado.
Chegas ao teu prédio.
Entras em casa.
Dorida, molhada.
Despes a gabardina. Atiras as botas.
Tiras o telemóvel.
Casa de banho. telemóvel no parapeito da janela.
Uma voz masculina no quarto: "Onde foste?"
"Ver do gato!"
"A esta hora? Foda-se!" e vira-se para o lado.
Enquanto te lavas, o telemóvel vibra.
Atendes.
A minha voz: "Amanhã temos mais. Prepara-te!"

sexta-feira, 22 de junho de 2012

No ginásio (I)


Noite, dia de semana.


Onze horas.

No balneário, após o teu treino, tiras a roupa.

Deixas a parte de baixo, enquanto te sentas calmamente, relaxando um pouco após a actividade física. As pernas doem-te. Com as mãos, massaja-las para tentar restabelecer a normalidade da circulação sanguínea.

No clube privado, todas as outras utentes já saíram. As monitoras também. Resta a recepcionista.

Ficaste para o fim.

Abres o cacifo, retiras a toalha e o gel de banho. Tiras a parte de baixo, as calças de lycra e as cuecas. Cpmpletamente ensopadas.

Metes tudo dentro do saco, que deixas aberto em cima do banco, mesmo à frente do cacifo.

Cansada, deitas-te nua em cima do banco corrido.

As tuas costas colam-se totalmente à madeira. O frio do banco contrasta com o quente do teu corpo. Esse arrepio que te provoca deixa-te os mamilos rijos. O teu corpo estremece um pouco até se ambientar. Segundos. Poucos.

As luzes fluorescentes do tecto já se apagaram. Restam as amarelas das paredes. Indirectamente, iluminam as tuas curvas. A tua sombra surge desfigurada no chão e na parede contrária.

A quietude do ambiente confere-te a segurança da solidão.

Recolhes ligeiramente as pernas, que agora formam um ângulo recto.

Esticas os braços acima da tua cabeça. Forças um pouco.

As vértebras estalam, ao separar-se ligeiramente. Uma sensação de prazer invade-te com este acto. Fechas os olhos.

Inspiras calma e profundamente.

E assim ficas alguns minutos, com o corpo transpirado, sem um único pêlo.

Não há ruídos. Os sons são abafados lá fora pela temperatura controlada do balneário. A porta e as janelas altas, calafetadas e opacas, isolam o espaço.

A gravidade alia-se ao cansaço para que os teus joelhos se separem. Os pés juntos, em equilíbio no banco corrido.

Algum ar envolve o teu sexo, agora totalmente exposto a quem entrasse. Sentes a pélvis e os ossos da bacia alargarem um pouco.

Expiras lentamente. O tempo passa devagar.

A posição começa a ser desconfortável. Então levantas-te por fases. Primeiro as costas. Agarras os joelhos. Abraça-los.

Depois os pés no chão, um de cada vez. Calças os chinelos e levantas-te.

Soltas o cabelo, que agora te escorre pelos ombros.

Diriges-te à zona de duches. Pensas no teu dia: duro, comprido.

A toalha fica no cabide.

Abres a água e aguardas que aqueça. Afastas-te para que não te toque a água fria ainda nos canos.

Três duches na área comum. Abres os três para aquecer o ambiente. A água começa a aquecer e escolhes o do lado esquerdo, mais longe do acesso.

Só o som da água em queda irrompe pelo silêncio.

Molhas o cabelo longamente. A sensação de acalmia é progressiva.

A cascata de água é interrompida pelo teu corpo, que esfregas agora suavemente com o gel. As tuas curvas obrigam a água a um bailado e acaba por estalar no chão.

Rendes-te à temperatura. Empurras a parede, com os braços abertos.Esticas o rabo para trás. Deixas que a água te bata nas costas.

Abres as pernas e fechas os olhos.

Os mamilos conduzem a água até ao chão.



(continua...)

segunda-feira, 18 de julho de 2011

A despedida.

Escrevo hoje em jeito de despedida.
Publico mais por impulso ou por ter sido perguntado por uma amiga (S*tr*) há pouco.
Ainda não sei se acabarei com o blogue. Logo vejo as implicações.
Se continuar, pouco será o meu tempo de cá vir. Peço desculpa.



Centro Comercial Colombo, dez horas da manhã.
Acaba de abrir. algumas lojas ainda têm as luzes apagadas.
Uma colaboradora de uma loja de roupa feminina corre para a casa de banho do piso superior. Atrapalhada.
Roupa colada ao corpo, de cabelo longo e apanhado atrás, em marcha apressada com algo na mão. Desaparece pelo túnel de acesso ao WC feminino.
Sigo-a com os olhos. Dou algum tempo. Fecho o livro e sigo-a.
Entro no WC das mulheres. Ela vê-me pelo espelho e ignora-me. Continua a lavar a cara, como se tentasse livrar-se de um beijo de alguém asqueroso.
Aproximo-me dela por trás e levanto-lhe a saia. Com a minha pélvis, empurro-a contra os lavabos, enquanto lhe apalpo as mamas com ambas as mãos. Espalmo-as. Ela fecha os olhos.
Faço deslizar as mãos pelo seu corpo, passando pela barriga, enquanto lhe desaperto o camiseiro para ver as suas mamas nuas, em frente ao espelho. Ela resiste. Olhos arregalados. Por pouco tempo. Levanto-lhe a camisa por trás e abro-lhe o soutien, libertando o seu apetitoso conteúdo que salta lá de dentro. Aperto-lhe os mamilos entre os meus dedos abertos, que fecho suavemente como se quisesse tesourá-los devagar.
Desço até à saia, que invado desde a cintura, directamente pelas cuecas, abaixo do umbigo. Abraço-a e arrasto-a. Fecho-me com ela dentro de um dos cubículos, lavados há pouco, antes da abertura. Lá dentro, abro-lhe as pernas por trás e levanto-lhe a saia.
As cuecas não oferecem grande resistência e ela põe-se em posição para me receber, apoiando as mãos na parece por cima do autoclismo. "Queres comer-me?", dirige-me... Não respondo a retórica. Simplesmente faço-o.
Abro a braguilha e meto-me dentro dela.
Alguém entra. Mantemo-nos paralisados, comigo dentro dela. Sinto a sua vagina latejar, a pedir-me por mais estocadas, mais fortes. Com as minhas mãos, aproveito a posição de sumbissão para lhe apalpar os peitos que já não se encontravam protegidos pelo soutien. Este, aberto, baloiçava com os leves abanos dos nossos corpos.
Os passos aproximam-se e alguém entre no cubículo do lado. Por baixo, apercebe-se de que o nosso está ocupado. Mas finge que não percebe... E nós continuamos. Primeiro devagar, o meu sexo dentro do dela. Ela emite um gemido. Mas eu não ligo.
"Cala-te. Não quero que nos oiçam!"
O autoclismo do lado é accionado, o que abafa os ruídos dela ao ser penetrada. Dou-lhe com força enquanto lhe agarro as mamas ao ponto de quase as rebentar, como se fossem balões.
Puxo-a para mim enquanto dou mais uma estocada. Estou quase a vir-me. Tiro-me de dentro dela e obrigo-a a abrir a boca.
A pessoa do lado não lavou as mãos. Sentimos os passos e a porta a fechar-se atrás deles. Voltamos a estar sós.
"Chupa com força! Fundo." Mais um pouco. Mais um pouco. Mais um pouco. Venho-me na boca dela. Parte do meu esperma escorre pelo canto da sua boca. De cócoras, vejo-lhe o sexo quase a arrastar no chão. "Senta-te!" Ela senta-se e eu meto-lhe a mão entre as pernas. Meto os meus dedos no seu morno segredo enquanto ela me olha, com os braços esticados ao lado do corpo, estarrecida.
Componho-me e saio pela porta. Lavo as mãos e seco-as. Saio com naturalidade dos lavabos. Vou sentar-me onde me encontrava antes.
Poucos minutos depois, vejo-a sair e acompanho-a com o olhar a entrar na sua loja de roupa. Levanto-me e aprecio a montra. Vejo pela montra que está sozinha.
Entro. Ao ver-me, treme. Dou-lhe um cartão com o meu número. "Liga-me. Agora." Ela pega no telemóvel e dá-me um toque. O número é identificado. Guardo-o na lista de contactos. "Quando te ligar, vens a correr! Dás uma desculpa, dizes que estás doente, que te dói a barriga, mas vens!"
Levanto-me e percorro as montras com o lhar, detendo-me numa ou outra, fazendo tempo. Não há pressa.
Ela é minha!
Desço até ao parque de estacionamento. Escadas rolantes. Uma, depois outra.
Faço a experiência enquanto entro no carro. Ligo-lhe.
"Sabes quem fala. 2º piso subterrâneo de estacionamento, lugar R28. JÁ!".
Zona periférica, afastada dos lugares habituais mais procurados.
Ela aparece poucos minutos depois, esbaforida. Faço-lhe sinais de luzes, já que apenas se encontram sete carros espalhados por todo o piso.
Ela apressa o passo, com medo de chegar atrasada.
Bate-me ao vidro. Viro-me desinteressadamente. Ela está do lado de fora da porta do condutor! Abro o vidro.
"Muito bem! Abre as pernas": Enquanto o faz, a minha mão levanta-lhe a saia, acompanhando o contorno de uma das coxas. Chego à zona das cuecas, húmidas. Não tenho dificuldade em meter os dedos pelo seu sexo acima, afastando os elásticos. Sinto o seu batimento cardíaco. Ela está quase sem fôlego e fica pior ainda. Começo a fazer movimentos de vai-e-vem com o meu dedo lá dentro. Os meus dedos emitem um ruído característico do visco que os envolve, enquanto esfregam a parte de dentro dela. Cada vez mais rápido. "Não aguento mais. Vou-me vir" diz ela. Enquanto isso, passa um carro ao longe. Apercebem-se do espectáculo. Sorriso do condutor... E eu espero que ela se venha. As suas pernas tremem. Ela geme. Morde o lábio de baixo. "Uhmmmmmm".
Em tom de ordem, que volte a compôr as cuecas, que entretanto se tinham deslocado. A saia também regressa ao seu lugar devido.
"Ao meio dia, vou-te visitar à loja. Vou para a terceira cabine. Quero-te sem roupa interior e pronta para me receber."
Ela cambaleia um pouco mas encontra o seu caminho de regresso à loja. São dez e meia.


(continua. Só não sei quando...)

quinta-feira, 16 de junho de 2011

E outra da minha amiga...



A hora prevista parava o comboio...um lugar neutro...fora da cidade dela e da dele...no centro dos dois...enquanto o comboio segui o seu caminho, ela pensava...como ele seria?...o que faria com ela?...seria de confiança?...O medo passava-lhe pelo pensamento, mas já não havia volta, não porque era impossível, bastava parar na próxima paragem e voltar para trás...mas sim porque ela já não queria...já não havia lugar para adiamentos...ela queria-o e queria ser sua...


...o comboio pára e ela segue as instruções até ao hotel...podia ir a pé...era perto. Ainda hesita antes de entrar, pensa em voltar para trás...mas não o faz, entra e vai até a recepção dizendo o numero do quarto...a chave é-lhe entregue bem como um bilhete...no elevador ela lê: "Entre e vista o que tens em cima da cama. Fique com as botas. (ele tinha lhe pedido que fosse de botas altas) Em breve chegarei."...ela abre a porta...o ambiente é acolhedor...uma pequena sala...uma casa de banho e por último o quarto...a cama enorme...uma cadeira num canto...começou a despir-se das roupas que trazia...pegou na camisola que tinha a sua espera...vermelha...curta e decotada...transparente...deixando exibir uma leve linha do seu corpo...as botas ficaram como lhe fora pedido...e ela ficou a espera...não sabia se ficava no quarto, se ia para a sala...olhou-se ao espelho...gostou do que viu...será que ele ia gostar?...ele conhecia o seu corpo...mas...nisso ouve a chave a rodar...o sangue sobe-lhe até a cabeça...ela senta-se na cama, pois o nervosismo faz-lhe tremer...ele sem aparecer diz: "na gaveta há uma venda. Ponha-a"...ela assim o faz atando-a na cabeça...o sangue sobe ainda mais, pois agora ela sentia-se mais vulnerável.... "Já está"...e ela sente-o a entrar...ela tenta controlar a respiração, para que ele não se dê conta que é a primeira vez que ela faz isso...encontrar-se com alguém desta maneira, sem o conhecer e estar disposta a entregar-se...ele apercebe-se e isso excita-o ainda mais...ele levanta-a certificando-se que a venda estava bem presa...ela não o via...só o sentia junto ao seu corpo...e o seu cheiro...a sua respiração...ele começa a cheirar-lhe...o pescoço...as mamas...a barriga...ajoelha-se e sente o cheiro da sua cona...imaginando-a já molhada...ela treme...ele apercebe-se...ele desliza as mãos pelo seu corpo...ela suspira... "Não tenhas medo. E confia em mim. Confias?"... "sim" ela diz num tom abafado pelo medo... "Entrega-te a mim. E sê minha." Ele diz enquanto encosta-se a ela, fazendo com que ela sinta o seu pau por baixo das calças...duro...e pronto... "Eu quero ser tua"...ela diz num impulso... "então serás. A partir de agora és minha. A minha escrava. Passa a me chamar de Dono, e tu serás o que eu quiser."... "Sim meu dono."...ela diz entregando-se a ele nesse momento.
O meu dono agarra as minhas mamas molhando-as com a sua saliva e aperta-as fazendo-me soltar um gemido...ouço-o a mexer em algo...e sinto...o meu dono tem um cubo gelo na mão...e começa suavemente a passá-lo numa mama...e chupa-a com força...faz o mesmo a outra...e chupa-a...repetitivas vezes até que a dormência impede que meu sinta a dor...a água escorre pela camisola, pelo meu corpo...o meu dono pousa o cubo de gelo...e arranca com força a camisola do meu corpo, deixando-me a sua mercê...só com as botas e uma cueca preta...fio dental...ele vê que eu me preparei para ele...na rata não tinha pelos...nem um único pelo...tudo liso...ele põe a mão por dentro da cueca para certificar-se... "Vieste pronta para mim não foi? Queres ser minha tanto quanto eu quero te possuir, não é escrava?"... "Sim meu dono."...o meu dono apoia as minhas mãos na cama deixando-se com o cu virado para ele...mais uma vez o gelo...que começa a passar pelas minhas costas... "hum"...ele ouve-me a gemer...sinto algo gelado que não o gelo...uma tesoura que o meu dono passa pelas minhas pernas...subindo...fazendo roçar na minha rata alagada...ele ajoelha-se e corta-a ao meio...começando na rata e acabando no cu...as duas partes deslizam pelas minhas pernas...e o meu dono apanha-as cheirando o meu desejo... o cubo de gelo volta a trabalhar... molhando-me o cu, a água escorre até a rata...o meu dono de joelhos enfia-o na minha cona...eu sinto-o a derreter cá dentro...e sinto meu dono a me chupar...a sugar...a me lamber como nunca antes alguém o tinha feito... "Vem-te puta...mostra que és minha."...eu gemo...e rebolo...e sinto a língua do meu dono a entrar...e venho-me assim uma primeira vez...sentindo o meu dono a continuar a chupar, até que os meus espasmos cessem...depois disso o meu dono leva-me até a cadeira...sentando-me com as pernas abertas...sinto-o a amarrar as minhas mãos por detrás da mesa, e as minhas pernas em cada uma das pernas da cadeira...ouço-o a despir-se...começo a sentir o cheiro do seu pau cada vez mais perto...o meu dono agarra a minha cabeça e sinto o seu pau a bater na minha boca...abro-a e sem demora tenho-o todo cá dentro, como o meu dono a comandar a intensidade do broche... "Isso puta...mostra-me do que és capaz...ah..."...eu chupo-o cada vez com mais vontade e sinto a minha rata molhada outra vez...quero poder segurá-lo...tê-lo nas minhas mãos...poder lambê-lo e não só chupá-lo...mas o meu dono não me deixa...sinto-o quase a explodir e a sair sentindo de seguida a esporra a escorrer-me pelas mamas... "Agora chupa o que falta minha escrava e limpa-o todo."...eu assim o faço engolindo o prazer do meu dono...será que ele estava a gostar?...será que seria mesmo dele?...eu pensava, tentando fazer tudo da melhor maneira possível...
O meu dono leva-me para a cama e enquanto me amarra diz... "Agora vais implorar para me ter puta...tudo o que eu fizer será depois de pedires ao teu dono."...estou de quatro...com as mãos amarradas na cabeceira da cama e as pernas igualmente amarradas nas pernas da cama... "Por favor meu dono, fode-me."...sinto uma estalada no cu que faz arder... "Não é assim escrava...diz-me onde devo te foder e como devo te foder."... "Fode-me a rata meu dono, fode-me até ao meu limite, faz-me vir no teu pau, por favor."... "Queres essa rata fodida, é?"... "Sim meu dono, por favor."...o meu dono abre-me mais as pernas enfiando de uma só vez o pau na minha cona... "hum...meu dono...mais, por favor, não pare."... "Eu não paro escrava...gostas disso não é? Vendada e minha."... "Sim meu dono."...digo a gemer...o meu dono olha a minha cona enquanto entra e sai de dentro dela... "Entrega-te a mim...isso..."...eu já não penso no medo...já não disfarço o tesão...e gemo e grito...louca...sentindo as estaladas do meu dono no meu cu... "ah...faz-me vir meu dono...ah..."...digo a gritar...as estocadas do meu dono são cada vez mais frenéticas e sinto-me a vir, rebolando no seu pau...ele não pára até que eu deixa de gritar...o meu dono tira o pau vendo o liquido a escorrer...ele passa a mão e leva até a minha boca fazendo-me chupar os seus dedos... "sente o gosto do teu prazer por mim puta."...eu chupo os dedos do meu dono sentindo o meu cheiro e o meu gosto...o meu dono debruça-se em cima de mim...apertando as minhas mamas duras de prazer... "Quero mais meu dono...dê-me mais por favor..."...eu digo já completamente entregue ao meu dono...
Tu voltas  a me desamarrar e vira-me com a barriga para cima, prendendo os meus braços as minhas pernas e levantando a minha anca apoia-a nas suas coxas dobradas... "Quero olhar para ti agora e te ouvir a implorar por mim, o teu dono que tão bem te conhece."...começo a sentir um dedo teu a forçar a entrada do meu cu...a tua saliva escorre ajudando a lubrificar mais, já que já estava molhado do meu prazer...lentamente enterras o dedo...mexendo-o...rodando-o...enquanto aprecias o meu prazer na minha cara...com um dedo no meu cu e a outra mão a apertar-me as mamas dizes: "Agora pede puta...implora por mim."..."Ai meu dono, quero que me enrabes...quero sentir-te cá dentro e sentir-te a vir dentro de mim."... "Queres puta? Queres que eu te foda o cu todo até não aguentares mais"... "Sim meu dono, por favor, agora."...tu sentes-me já relaxada e lentamente começas a entrar, ouvindo-me gemer, querendo mexer o corpo...sentindo-te a entrar...tu com as mãos abres-me as paredes do cu, vendo o teu pau a entrar cada vez mais fundo...mais fundo...até que o tens todo lá dentro...tu agarras a minha anca e já não paras...vais e vens...sem parar...sinto um dedo na minha cona...e outro e outro...indo e vindo ao ritmo das estocadas no cu...grito de dor e prazer...as estocadas são fortes, mas o prazer é maior...quero te olhar...te ver a vir...mas não posso...tu desamarras-me e deitas-te na cama pondo-me em cima de ti... "Agora salta puta...isso...mais."...eu salto no teu pau, rebolo, subo e desço contigo dentro de mim...louca...sinto as tuas mãos no meu cu, com força marcando-me... "Agora como uma cadela."...E fico de quatro oferecendo-me a ti...mais... "Ah, é bom meu dono...hum"...sinto mais estaladas... "Mexe-te puta...isso."...eu mexo-me e grito e gemo...e sinto-te a vir...e grito pois as estocadas são mais violentas devido aos espasmos do teu corpo..."Ah puta..."...tu dizes descarregando todo o teu prazer dentro de mim... já cansados e suados e extasiados... "Agora sim escrava, podes me ver" e tiras a minha venda, deixando-me ver o teu olhar de prazer... "A partir de hoje serás minha. Sou o teu dono." E agarrando-me a cara dás-me um beijo demorado... "Obrigada meu dono." E vamos para o banho antes de adormecermos uma agarrado ao outro...

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Ideias de uma amiga minha...

Tive uma amiga que há algum tempo me mandou este texto. É um desejo que queria concretizar. Não sei se alguma vez o conseguiu, mas aqui fica para todos. Vai anónimo para protecção da autora. Não sei se haverá muitas pessoas com desejos semelhantes... Eu gostei e espero que gostem também.


Vou p casa a pé. O vento frio corta a respiração... Apenas alguns carros passam. Apresso o passo a ver s me aqueço... Ouço passos atrás de mim mas não olho, continuo em passos apressados... Corto caminho por um beco... Talvez n o devesses fazer... Tarde demais. Só lembro de sentir um cheiro forte... Alguém q me agarra... E adormecer...
Abro os olhos mas continua tudo escuro... Acordo lentamente, tentando me mover. N consigo. As minhas mãos e pernas estão presas em X... Debato-me a medida q acordo tentando me soltar... Por fim grito... Socorro! ... A sensação de estar presa deixa.me nervosa, quero me soltar... Socorro! ... Volto a gritar... Finalmente ouço uma porta a abrir.se... Ah.. Finalmente acordaste. Não adianta gritar. Ninguém vai te ouvir. Estamos completamente isolados.... Solta.me. Solta-me. Grito a me contorcer na cama... Calma... Primeiro tens q te acalmar. Só depois, Qd tiver a certeza q vais me obedecer posso te soltar... Tira.me daqui! Eu não vou te obedecer a nada....
Não me parece q estejas em posição de negar seja o q for. Pelo contrário. S eu quiser violo.te já sem q te dês conta... Por favor não me faça nada. Eu peço.te. E obedeço... Eu não te quero fazer mal. Bem, a não ser q mereças.... E começas a passar a mão pelo meu corpo... Só então me dou conta q estou nua... Passas pelas mamas, pela barriga e chegas a rata... Andas sp assim com ela rapada? É p entrar melhor não é?... Eu não respondo, mexo.me de um lado pro outro tentando me libertar... Vais te portar bem? Vais fazer aquilo q eu disser?... Por favor deixa-me ir. Por favor não me faça nada...
Bem, já vi q vou ter q fazer isso a minha maneira. Mas n faz mal. Vais acabar por ceder.... Sinto o peso do teu corpo em cima de mim... O teu pau passa pela minha boca. Eu viro.a... Desces p as minhas mamas? Apertando.as contra o teu pau... Ah... Q tetas boas... Desces e abres a minha rata com as mãos... Sinto a tua língua entrar ao máximo... A tua saliva a molhar.me toda... É agora minha puta. Vais aprender a ser minha... Não por favor... Grito ao mesmo tempo q entras sem aviso... Não? Eu digo.te o não...vou te comer toda até aprenderes a implorar p eu t foder... Pega. Pega... Uma mistura de raiva e prazer invade o meu corpo... N quero gemer. N quero ter prazer... Tu continuas. Abrindo a minha rata com as mãos p ver bem o teu pau a entrar... Sinto o teu corpo em cima do meu... A tua boca come as minhas mamas.. Es toda minha ouviste? Tu sais de repente... Agarras a minha cabeça com força.. Abre a boca... Eu não o faço... Abre puta. Gritas... Abre ou esgano.te... Dizês a segurar.me pelo pescoço... Eu abro... E já a tua esporra entrava pela minha boca, garganta... Toma... Isso... É todo teu. O teu leite de vaca... Agora ficas aí e pensa bem em como queres agir a partir de agora. N tens por onde escapar... Ouço a porta a bater... Sem forças p tentar dormir, adormeco outra vez...
Acordo a meio da noite... Sinto minhas mãos e pernas livres... Abro os olhos e no meio da escuridão consigo ver alguns contornos... Se calhar foi só um sonho... Sento.me mas algo me impede de sair da cama... Ponho a mão no pescoço... Uma coleira... N tentes fugir, estas bem presa a mim... Preciso ir a casa de banho... Vais.. Depois de me chupares e eu me vir de novo na tua boca podes ir... Por favor não... Então não vais. E já sabes q eu consigo as coisas a bem ou a mal. Tu é q sabes.. Eu fico por uns momentos sentada. Tu n te mexes. Continuas de barriga p cima. As pernas abertas, a espera... Eu n tenho outra escolha... Deito.me no meio das tuas pernas e começo... Isso... Chupa... Ah... Sinto o teu pau q cresce na minha boca... Lambo .o de cima a baixo... Chupo os teus tomates enchendo a minha boca com eles... Esqueço a minha situação e faço-te um broche perfeito... Quando dou conta já estou a engolir o teu prazer... Tu seguras a minha cabeça... Continua a chupar. Mais... Limpa-me... Acabo o serviço... Posso ir a casa de banho?... Agora podes. É mesmo aqui no quarto por isso n precisas pensar em fugir. Acendes o candeeiro e vejo pela primeira vez o teu rosto.... E tome banho também. Quero-te limpa. Já dormiste bastante por hoje. Tá na hora de me dares prazer a sério... Tiras-me a coleira de deixas-me ir....

terça-feira, 10 de maio de 2011

Mundo cão


Entrei no teu jogo, como um louco
Fui ingénuo e tu tão fatal

Joguei-me todo e foi tão pouco
O amor é o teu instinto mais cruel

Enquanto te sigo melhor me faço o teu troféu
Entrei no teu jogo como um louco
Eu sou o teu escravo mais leal

Ordena que te ame
E odeia quando falho
mas usa, abusa de mim
e eu serei feliz até ao fim

Marquei as unhas no corpo,
tornei-me um bicho irreal.
Infectei o lugar onde me punhas,
O amor é este monstro final

Gostas do teu troféu erguido neste inferno.
Marquei o corpo com as unhas,
Pus-me louco tão original

Ordena que te ame,
E odeia quando falho,
mas usa, abusa de mim e eu serei feliz,
até ao fim.

Ordena que te queira,
E odeia quando paro,
Leva-me, arrasta o meu corpo,
Desfeito em pó.

Ordena que te ame,
E odeia quando falho,
mas usa e abusa de mim e eu serei feliz,
até ao fim

Ordeno que me odeies
Olho porque sofras
Do que uso e abuso é sempre assim
Morrerá por mim

Ordeno que me odeies
Amo que tu sofras
Do que uso e abuso é sempre assim
Morrerá por mim

domingo, 8 de maio de 2011

Submersos...



Nadas por entre as ondas do mar. Para fugir à rebentação, nadas para mais longe, estando agora sem pé.
Vais-te afastando da zona de banho e de onde estão as outras pessoas.
Estás agora sozinha, a bater suavemente os pés e os braços para te manteres à superfície.
Vejo-te por baixo, com biquini curto.
Subo um pouco e não te apercebes de mim.
Estou de fato de mergulho.
Seguro-te por uma perna e puxo-te com força.
Estás debaixo de água comigo.
Assustas-te com o perigo de afogamento. Esperneias mas eu sou mais forte.
Tiro o regulador da minha boca e ponho-o na tua. Sustenho a respiração.
Começas a respirar normalmente. Alternamos as vezes, enquanto te puxo um pouco mais para baixo.
Tiro-te a parte de baixo do biquini e baixo o meu calção de banho.
Estamos submersos e tu não consegues subir porque te prendo com um braço. Além disso, poderás afogar-te.
Meto os dedos por ti adentro. Arregalas muito os olhos.
Vamos alternando o regulador para não nos afogarmos. As bolhas passam a uma cadência muito mais frequente. Suspendes a respiração.
Em cima, passa um barco a motor.
Meto a tua mão no meu pau duro e tu mete-lo por ti adentro, abrindo bem as pernas.
Pego-te pela cintura e forço-me dentro de ti.
O teu veludo quente contrasta com o frio da água.
Alternamos o regulador. Suspendo a respiração.
Dou-te com força e tu vais-te lubrificando.
Os movimentos começam a tornar-se frenéticos até que me sinto jorrar. Sentes o meu prazer quente. Esforço-me por não respirar, senão afogo-me.
Alternamos novamente o regulador. Suspendes a tua respiração.
Os movimentos têm que ser cuidadosos. Os canais de ar não podem ser danificados.
Em redor, a luz quebradiça de alguns metros de profundidade deixa perceber as águas límpidas, onde os peixes testemunham a nossa lascívia.
Devolvo-te a parte de baixo do biquini, presa na garrafa que trago às costas. Vestes-te.
Acompanho-te à superfície, assegurando-me que sobes devagar, progressivamente, em movimentos largos e concêntricos, para não haver problemas.
Ponho a cabeça fora de água.
Pela primeira vez, respiramos os dois ao mesmo tempo.
Estás bem.
O meu esperma está ainda dentro de ti. Não procuras lavá-lo.
Levanto os óculos.
"Até à próxima!" adianto.
Afastas-te nadando calmamente, bruços, para manteres a cabeça fora de água.
As outras pessoas estão a uma distância segura. à medida que se encurta, vais olhando paa trás, procurando-me.
Grito-te: "Se vieres amanhã, tens um convés de barco, ao sol"
Vês-me regressar às profundezas. As minhas barbatanas são a última coisa que vês à superfície.
Megulhas para ver o meu destino mas perdes-me de vista na profundidade.

Regressas à praia e estendes-te na toalha.
"Amanhã vou ser marinheira!", pensas.
A noite foi difícil, diferente, estranha.
Molhada. Sem dúvida.
As sensações misturam-se. A noção de afogamento, o prazer sexual e o quente e frio.
A respiração artificial, dura, brusca e interrompida.
O risco. E o prazer.

O tempo passa devagar. Tão devagar. Ouves os ruídos dos turistas na rua, que regressam das discotecas. Um e outro carro. Levantas-te e vais à varanda, observando o mar.
Será que eu irei mesmo?
Será que queres ir?

Desconfiando que vinhas, trouxe outro regulador.
Apanhei-te quase no mesmo sítio.
Desta vez, não ofereceste resistência.
Coloquei-te o regulador e começaste a respirar normalmente debaixo de água.
Retirei-te o biquino todo, deixando-te completamente exposta.
Tirei o meu fato de banho. Apenas com máscara, regulador e duas pequenas garrafas de oxigénio, parecíamos Adão e Eva mas nos tempos de Noé, durante o dilúvio.
A tua mão no meu pau; a minha mão na tua rata, masturbando-nos em simultâneo, debaixo de água.
Roço-me por ela... Algum tempo.
Levo-te até ao barco sempe com os meus dedos enfiados na tua rata, onde subimos pela escada de acesso.
Depois de tirarmos todo o equipamento de mergulho, o meu pau ficou ainda mais teso, ao ver-te completamente nua, ao sol.
Atirei-me às tuas mamas, que chupei, salgadas da água.
Chupei com força, mordiscando os mamilos, ouvindo-te suspirar com força.
Depois, abri-te as pernas e joguei-no no convés.
"Fizeste bem em voltar!"
Pediste-me para te dar com força.
"Ainda não! Primeiro, vamos divertir-nos."
Beijo-te a rata, enrolando os teus lábios na minha língua. Chego ao clitoris, que chupo fortemente.
Gemes e atiras a cabeça para trás.
Agarras-me a cabeça tentando apanhar o meu cabelo curto.
Meto a minha língua dentro de ti. Provo o teu prazer.
A seguir, meto o meu pau duríssimo entre os teus lábios, esfregando com ele o teu clitoris.
Depois, bato-te com ele. Abres muitíssimo as pernas.
Continuo a bater-te ali enquanto tu te espremes de prazer.
Subo no teu corpo, até te bater nas mamas. Uma e outra.
Saltitam com o impacto.
Regresso aos lábios.
Vais abrindo a boca, engolindo-me de uma vez só.
Ajudas com as mãos.
"Faz-me vir!"
E tu assim fazes.
Alongas fundo a tua boca para me envolveres o membro. Dentro e fora. A tua boca quente e a tua língua deixam-me doido de prazer.
O meu esperma jorra finalmente.
"Aaahhh!" De boca aberta, tentas apanhar o máximo que podes.
Depois, seguro-te os braços estendidos.
Meto o meu pau na tua rata, fundo. Mantenho-me assim.
Sinto-te latejar. Gosto de te ouvir gemer.
Pedes por mais! Mais forte e mais fundo.
Espetei até ao fim. E assim fiquei.
E retirei-o. Senti-te muito mais molhada agora.
Deitei-me e tu viraste a tua cona para mim, a convidar-me para um 69.
Começaste a chupar mas eu meti os meus dedos em ti, em vez da língua.
Chupavas bem molhado enquanto eu ia empurrando os meus dedos para dentro da tua rata. Primeiro dois. E tu molhada. Depois três dedos e, por fim, quatro.
Aí deste um grito. Alargaste mais do que estavas preparada.
Mantive os meus dedos dentro de ti.
"Continua a chupar! Vou meter a minha mão toda, sim!"
Voltaste a mamar-me enquanto eu pensava forçar o quinto dedo.
Mas não o fiz.
Dei-te a volta, sempre com a minha mão dentro da tua rata bem alargada.
E passei à posição tradicional, com o meu pau dentro de ti. Ambos sentimos o bater dos corações no latejar dos sexos unidos.
"Vou-me vir fundo em ti!"
E começo a dar-te desenfreadamente.
Transpiras e os nossos corpos deslizam um no outro.
Os nossos cheiros misturam-se.
Gritamos ambos ao virmo-nos.
Olhos nos olhos.
"Diz-me de quem és!"
"Sou tua!"

sábado, 7 de maio de 2011

Inversão.




Entraste no quarto.
Puseste o cartão em cima da cómoda. A mala no chão. Eu já dormia. Ao centro da cama. Nú. De barriga para cima.
Uma almofada debaixo das minhas costas.
Os cortinados deixavam passar um fio de lua, que se misturava com a fraca luz dos candeeiros de rua. As paredes do quarto obtinham um tom alaranjado. O aguaceiro exterior entrecortava-se com os pneus de um e outro carro, na calada da noite.
Aproximaste-te lentamente da cama.
Tiraste lentamente a tua roupa, peça por peça, que arrumaste no cadeirão, ordenadamente.
Da tua mala, saíram quatro lenços de seda, longos e brancos.
Os meus pulsos perdem a sua liberdade, ficando agora a depender da extensão dos lenços, que atas fortemente à cabeceira da cama. Os meus tornozelos aos pés da cama sofrem o mesmo fim.
O meu corpo inconsciente faz agora um xis.
Estás nua. Sobes para a cama.
Ficas de pé em cima da cama, com os tornozelos na zona do meu peito. Olhas-me de cima para baixo.
Agachas-te e aproximas o teu sexo da minha cara.
Abro os olhos.
Sorrio.
"Hoje sou só eu que mando!"
Roças o teu sexo no meu nariz. Estendo a língua para lhe tocar. Não consigo. Evitas-me.
Roças as tuas mamas no meu peito. Sinto os teus mamilos duros.
Beijas-me o peito, a barriga, o umbigo até ao meu pau, que já se manifesta.
Tratas dele como se fosse um gelado. E ele estica-se ao máximo.
Tocas-lhe com o teu buraco, onde ele quer entrar. Mas não.
Depois, atacas os meus testículos com a boca, chupando-os um e depois o outro, alternando.
A tua saliva faz com que se retraiam.
Regressas ao meu pau. Apontas o teu buraco húmido para ele, ameaças entrar mas não.
Depois, empalas-te com ele.
Bem molhada, como eu gosto. Ele entra sem esforço.
As tuas mamas saltam enquanto pulas no meu colo. Pões as mãos no meu peito para te apoiares.
"Gostas? É assim que gostas?"
Quando estou quase a vir-me, páras. Apertas-me o membro com força. "Não te venhas ainda! Quero mostrar-te mais!"
Metes a língua entre os meus tomates e meu cú. Excitas-me mais ainda. De pássara voltada para a minha cara, vejo-a vermelha e sinto vontade de lhe meter a minha língua.
Sentas-te na minha cara. A minha barba por fazer arranha-te mas permaneces imóvel enquanto eu exploro a tua zona húmida com a minha língua. Lambo os lábios, o clítoris, chupo-o. Deixas cair todo o teu peso para que em a enterre bem fundo.
Lá dento, mexo-a. A minha saliva fica toda com o teu gosto.
O teu visco recobre-me a cara.
Consigo libertar-me de um dos lenços.
Atiro-me ao outro pulso e liberto-me das quatro amarras.
"Agora sou eu!"
Pego em ti e lanço-te para baixo de mim. De costas. Abro-te bem as pernas, de joelhos levantados e bem afastados. Seguro-te com força nos pulsos. As tuas mamas ficam entre os teus joelhos. A tua vagina bem aberta à minha mercê.
Dou-te com força. Estocadas com violência, cada vez mais fundas. Ouve-se um "choc, choc, choc", de estares totalmente alagada. A minha verga não encontra resistência.
Ao sentir-me quase vir, páro.
Ponho-me de pé na cama. E tu de joelhos.
"Chupa-me!"
Tu engoles profundamente o meu pau até que abres bem a boca e ele se esvazia todo em ti, pela tua cara, os teus olhos, a tua boca.
Cansados, vamos lavar-nos.
E depois dormimos um pouco.
Continuamos mais tarde.

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Stanislas Nazar.

"Mon monde"- de Stanislas Nazar (Fevereiro 2011)


VAIDADE


Sonho que sou a Poetisa eleita,
Aquela que diz tudo e tudo sabe,
Que tem a inspiração pura e perfeita,
Que reúne num verso a imensidade!


Sonho que um verso meu tem claridade
Para encher o mundo! E que deleita
Mesmo aqueles que morrem de saudade!
Mesmo os de alma profunda e insatisfeita!


Sonho que sou Alguém cá neste mundo...
Aquela de saber vasto e profundo,
Aos pés de quem a Terra anda curvada!

E quando mais no céu eu vou sonhando,
E quando mais no alto ando voando,
Acordo do meu sonho... E não sou nada!...




Florbela Espanca

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Call center...



Dia agitado no escritório.

Os ruídos dos telefones não páram. Impressoras à velocidade máxima, digitalizadores, telemóveis, telefones.
Atarefada, a tua transpiração começa a atingir os teus seios. Que raio de dia para vir sem soutien. O calor aperta, o ar condicionado avariado.

O teu telemóvel toca. Atendes. Nenhuma reacção.

"Estou?... Estou?". Desligas.

No open office, separa-te uma fina barreira do teu colega de trabalho. Os cubículos são privados mas qualquer um pode ver, ao passar pelas suas entradas.

No computador, dezoito tarefas pendentes e nenhuma perspectiva de acabá-las até ao fim da semana!

Telemóvel novamente.

"Estou?"

"Sabe quem fala?"

"Não! Quem fala?" Intrigada, tentas reconhecer a voz. Percorres mentalmente toda a tua agenda de conhecimentos próximos. Passas para os mais longínquos. Depois, os que não vês há muito. Regressas ao tempo do liceu. Nem aí.

"O director! Mas estou constipado. Preciso de falar consigo. Venha ter comigo aqui ao andar de cima dentro de dez minutos"

Desligas e sais. Passas pela máquina do café. Tens dez minutos. Um pequeno intervalo sabe bem. Depois, entras no elevador, piso superior e diriges-te ao gabinete da Direcção. A secretária refere que estou à tua espera. Avanças com o bloco de notas.

Mas entras, reparas no gabinete vazio. Ruído na casa de banho privativa. Porta semi-aberta.

As persianas estão fechadas e as luzes no máximo.

A porta tranca-se. Vês-te enclausurada.

Saio da casa de banho e dirijo-me a ti.

"Sabe porque queria falar consigo?"

"Não! Isto é muito estranho!"

"Não estranhe, Beatriz." Reduzo a distância e subitamente meto a mão debaixo da tua saia, a meio da coxa e bastante acessível, por ser larga.

Fechas as pernas rapidamente e tentas repelir-me com os braços. Tentas virar-te. Mas sou mais forte do que tu e deixas-te ir.

Tapo-te a boca para não gritares do susto enquanto enfio os meus dedos pela tua rata.

Deito-te no sofá e abro-te as pernas com determinação. Ainda estás incrédula.

"Ninguém nos vai ouvir! A porta está trancada."

Rasgo-te as cuecas com violência. Exponho a tua cona rapada enquanto baixo as calças e me ponho dentro de ti. Com as mãos nos teus ombros, impeço-te de sair.

"Gostas que te encha assim?" Respondes que sim, com a cabeça. Mordes o lábio inferior e fechas os olhos!

Começo os meus movimentos frenéticos. Mordes mais os lábios e, enquanto isso, abro-te a blusa e exponho as tuas mamas nuas. Agarro-lhes com força, espremendo os mamilos duros do susto.

Venho-me sonoramente. "Sentiste? Como adorei essa tua rata húmida. Já a desejava há muito tempo."

Depois, tiro o meu pau e ponho-o na tua boca. "Queres mais um desafio?"

Sento-me no sofá enquanto continuas os movimentos. O meu pénis sente-se activo novamente e enrijece dentro da tua boca. "Ajuda com as mãos!". A mão direita a servir de tubo e a boca como terminação. Andas para cima e para baixo. Estás de joelhos e o meu líquido vai caindo do teu sexo para o chão. Escorre-te pelas pernas. "Olha para mim! Quero ver os teus olhos!" Olho para baixo e os teus olhos cruzam-se com os meus. "Isso! Isso... Isso... Isssoooo!" Venho-me novamente.

Para minha surpresa, engoles o meu prazer.
O teu corpo semi-nú convida ao deleite, quer carnal, quer visual. Lá fora, a azáfama normal de um dia de escritório.

Viras-te a mim e atiras-me ao chão. A minha camisa e as minhas calças voam sem esforço.

Pões-te em cima do meu pau. "Agora é a minha vez!"
Sentas-te em cima de mim e eu penetro-te ao mais fundo de ti. Balanças as ancas enquanto gemes cada vez mais. Até que te vens. Primeiro com um gemido, depois com um arfar e por último com um sonoro "Ah! Ah! aahhh!" O teu peito junta-se ao meu, enquanto ambos respiramos intensamente.

E assim ficamos breves minutos, a recuperar do esforço.

Levanto-me ainda dentro de ti e poiso-te no sofá maior, enquanto me dirijo à casa de banho privativa para me compor. A tua saia regressa ao lugar. As cuecas vão para o lixo, enroladas num papel A4. Quando eu saio do WC, entras tu, tentando minimizar os danos visíveis a terceiros. Fechas a porta para maior privacidade. Eu regresso à minha cadeira.

A porta abre-se com um estalido. Observo-te com lascívia.
Páras no meio do gabinete em pose guerreira. Fitas-me com os olhos. Uma expressão impávida.
Rodas sobre ti e diriges-te para a porta. Sais do gabinete. com um botão intermédio aberto.
Regressas ao teu local de trabalho apressadamente. Sem o bloco de notas.

O telemóvel novamente.

Ainda mal refeita do sucedido, atendes. "Reparei na tua saia curta hoje de manhã. Deu muito jeito, como viste. Gosto de te ver de rabo de cavalo! E agora vou dar-te instruções!"

"Mete a tua mão debaixo da tua saia."

Ainda mais surpreendida e sem saber como reagir, hesitas, numa primeira fase. "Já está?" - pergunto. Impelida pela pergunta, metes as mãos debaixo da saia.

"Percorre a perna do lado de dentro e chega à tua rata. Quero que te toques comigo aqui."

No corredor de acesso aos vários espaços do open-space muita gente atarefada. Demasiado atarefada para dar atenção ao que fazias.

Chegas à rata. Ainda húmida do sucedido pouco tempo antes.

"Mete um dedo lá dentro!" Cumpres, já que, sem roupa interior, é mais simples.
O telefone de secretária toca. Dás um salto, enquanto levantas e baixas o auscultador. Depois, tira-lo do descanso.

"Mete outro!". Um súbito calor invade-te o corpo. A minha voz parece hipnótica do outro lado da linha.
Dois dedos: indicador e médio estão já dentro de ti.

"Mexe-os!" Começas a mexê-los e semicerras os olhos.

"Mete outro!" Entras no ritmo mais intenso das sensações um pouco mais agradáveis. Começas a lubrificar-te. Os teus dedos escorregam naturalmente. Para dentro; para fora. Em redor...

"Faz círculos por cima do teu clitoris!" Os teus dedos descrevem círculos molhados, ajudados pelo teu visco natural. Começas a ferver lentamente. Fechas os olhos e isolas-te do mundo. Fechas as pernas para sentir melhor.

O paquete chega com alguma correspondência. Abres os olhos e, atrapalhada, tentas disfarçar mas... tarde demais. Um sorriso na sua cara deixa antever que se apercebeu da tua sub-actividade.

Esperas que ele saia do campo visual.

"Quem era?" pergunto?

"O paquete!"

"Não importa. Continua. Faz isso!"

Retomas a tua masturbação orientada e começas a respirar mais forte, mais fundo, com maior intensidade.
Sentes um calor invadir-te. Fechas os olhos com força. Os teus dedos massajam-te por dentro. Sentes um prazer redobrado e oiço a tua respiração forte.

"Quem vês?"

Não me respondes.

"QUEM VÊS?"

Silêncio do teu lado. Só uns gemidos abafados.

"Mete quatro dedos!" Abres as pernas amplamente.

Imaginas-te no gabinete acima, com as pernas abertas e vês-me em cima de ti. Imaginas-me a penetrar-te profundamente.

"Vejo-te a ti!"

"Podes parar. Amanhã traz uma saia longa..."
Páras subitamente e retomas a tua realidade. Desligas o telemóvel. Na tua saia, uma mancha escura. Tiras um toalhete para limpar a mão e o sexo. Olhas em redor.

O ruído continua mas as tarefas nem parecem importantes.

Anseias pelo dia seguinte.

sábado, 23 de abril de 2011

Ser livre


A liberdade é quebrar as correntes que nos prendem.

Andar a mais de mil à hora, por entre nuvens e céu e chuva e sol e noite e dia.
Partilhar o céu com as estrelas.

Legenda: quatro Dassault Dornier AlphaJet da Força Aérea Portuguesa descolam com destino a Reims (França). Base Aérea de S. Jacinto (Portugal). Junho de 2009.

O palacete (parte I)



O motorista parou o carro em frente à mansão. Abriu-me a porta. Antes de sair, acerto o laço no pescoço. Apoio o pé direito na saída e o cascalho cede ao meu peso, sem se sobrepôr ao meu sapato de Ajeito o smoking e olho em redor.
À porta, dois dobermanns pretos sentam-se imóveis, como se cristalizados pela voz do dono. Sei que não são embalsamados pelo movimento rápido do seu esterno. Um deles abre a boca e respira de boca aberta, deixando antever a sua língua rosa.

Retiro o convite do bolso e entrego-o ao cicerone que me aguarda à entrada. Passamos um enorme salão. Daí, partem umas escadas ao andar de cima. Um enorme corredor. Os bibelots são de um gosto requintado, estilo Luis XIV. Os candelabros pendem do tecto divinamente pintado.
Descemos algumas escadas forradas de carpete vermelha, ligeiramente arqueadas para a direita e chegamos a um salão. Três portas lhe dão acesso: uma, a principal, por onde entro. Ao fundo, a segunda, parece dar acesso para outra câmara, mais privativa. Uma terceira, à esquerda, dá acesso à copa. O aroma de cera queimada sobrepõe-se à mistura de odores fabricados com flores e outras
O meu acompanhante abandona-me, "desejo-lhe uma boa noite, senhor!" Vejo-me sozinho.
À minha frente, uma enorme mesa. Dezoito cadeiras de espalda alta cercam-na. Ouvem-se violinos ao fundo, provavelmente um quarteto que actua para outros convidados.
Sento-me numa cadeira de topo. Aguardo. Finco os meus olhos no tecto, apreciando a pintura, as sancas trabalhadas a talha dourada, os frescos setecentistas. De um lado para o outro, a cena parece retratar o mito de Orfeu e Eurídice, a descida aos infernos.
As luzes sofrem uma quebra súbita. Semi-cerro os olhos e deixo-me embalar pelo intenso aroma que invade a sala.
Apareces por trás de mim. Vens da câmara cuja porta estava cerrada.
Levanto-me para te apreciar: estás com um vestido vermelho aos folhos. Apenas consigo ver as tuas mamas através do decote e os teus braços, que estão nús.
Tens um pendente seguro por um pequeno fio de prata, que contrasta largamente com a tua pele morena.
Chego a cadeira para trás. Sinto algo a querer saltar para fora das calças. Páras ao meu lado, como que convidando-me a apalpar-te. Meto as mãos no teu decote para te sentir os seios. Estão rijos e sedentos por que lhes mordam.
Abro-te as alças do vestido. Este cai, revelando totalmente o teu corpo. Estás agora de roupa interior. Cruzas os braços e ouves-me dizer: "quero vir-me dentro de ti." Duas cadeiras fazem espaço para tu apoiares as mãos na mesa. Os teus braços cedem sob a pressão que faço para me forçar dentro de ti. Abro a braguilha e saco o meu sexo cá para fora. Do bolso, tiro uma pequena navalha, que desdobro, faço subir a sua lâmina fria desde o teu calcanhar até ao teu sexo, encostando-a sempre à tua perna. Afasto os elásticos, ponho a lâmina entre os teus lábios já molhados e o tecido branco das cuecas. Puxo para baixo. As cuecas abrem-se mas o elástico em redor da cintua impede que caiam. Ajoelho-me e começo a lamber a tua vagina depilada, que jorra de prazer. Meto a minha língua lá dentro que forço para te chegar bem fundo. Quero lamber-te por dentro.
Cheiras bem; a tua vagina cheira a prazer. Agarro com força nas tuas coxas para não te mexeres e faço movimentos insistentes. Chupo-te tentando absorver toda a humidade que dela emana. O contacto entre os meus lábios e os teus emite um ruído de sucção, enquanto a minha língua te acaricia o sexo aveludado.
Meto o meu pénis dentro da tua vagina alagada. Soltas um grito, entre o prazer e a dor. Agarro na tua cintura para não teres hipótese de fugires. Forço-me dentro de ti. "Força!", incitas-me.
Faço movimentos de vai-vem, cada vez mais rápidos, ouvindo-te suplicar por mais, com mais força:
"Fode-me com força! Mais força."
E eu venho-me. Sentes o meu prazer quente quente dentro de ti!
Ponho-te de pé. Um líquido viscoso entre as tuas pernas.
Do bolso de dentro do meu casaco, tiro uma máscara, que te ponho. Branca. Só te recobre os olhos e as sobrancelhas. Deixa a tua testa, teu nariz, maçãs do rosto e queixo visíveis.
Tiro outra parecida para mim.
Damos as mãos.
Passamos ao Salão do lado. Abro a porta. Caminhas ao meu lado.
De soutien branco posto e de cuecas cortadas, todos olham para ti.
Olhas para todo o lado. Cenas de sexo ocasional entre pares deixam-te molhada.
O meu sexo procura nova atenção. Páro à frente de todos.
Retiro-te o que resta de roupa, ficando tu apenas com o pendente e a máscara.
Escolho um sofá onde me sento.
Ajoelho-te à minha frente. Roças o teu peito na parte de dentro das minhas coxas. O meu pénis atinge um volume razoável, pronto para a acção.
"Vou chupar-te!"
Sentes o teu próprio gosto, que lhe ficou colado.
Continuas. Mãos em tubo, boca a terminar. Para cima e para baixo.
"Assim! Bom!"
E assim ficamos durante dez minutos. Quinze minutos.
Vou passando o meu sapato pelo teu sexo, que desliza por mérito próprio e alheio.
Deito-te sobre os meus joelhos. Aprecio-te. As minhas mãos deslizam pela tua pele alva.
Aprecio o teu cabelo solto sobre as costas perfeitas, a passar as omoplatas.
Recompomo-nos.
Levo-te pela mão até outra sala contígua. Acompanhas-me por trás.
Ninguém nos liga, apesar de todos saberem que ali estamos.
Mais cenas de sexo ocasional entre casais na mesma circunstância. Por todo o palacete.
Regresso ao hall de entrada, onde o cicerone se encontra.
Abre-nos a porta da rua.
Saímos até ao carro.
Entras comigo e sentas-te no banco de trás.
Beijo-te o peito.
"Hoje, vens para casa comigo!"
-continua-

sexta-feira, 22 de abril de 2011

Nos céus.



Sento-me, pousando a mala do computador no chão. Olho em redor. A azáfama de todos enerva-me. Toda a gente parece ter um lugar para ir. Ao fundo, dois alemães consultam o quadro electrónico, olhando para cima. Comparam-no com um desdobrável e ficam desiludidos. Vejo-o espelhar-se na cara.
A espera deixa-me impaciente, sobretudo por haver ainda tantos check-points a passar até ao meu destino.
Entretanto, levanto-me e entro num quisque. Passo os olhos pelas parangonas. A empregada segue-me com os olhos, esboçando um sorriso. Jogo as mãos às publicações e encho-me de revistas e de um jornal diário que, naquela noite, parecia ter-re refugiado da sofreguidão dos viajantes que por ali antes tinham passado. Notícias pouco novas.
Saio com a minha nova biblioteca descartável e torno a sentar-me. Vou folheando uma e outra publicação. Passo-as do lado esquerdo para o lado direito de mim, à medida que as consumo brevemente. Detenho-me no jornal.
Entre uma e outra página, viradas com dificuldade, perscruto o espaço e vejo-te no balcão do check-in.
De costas, com o cabelo solto, aprecio o teu corpo. Gesticulas com a assistente; sei que estás aborrecida com algo, mas não consigo perceber com o quê.
Uma vibração percorreu todo o meu corpo. Concentrei-me em todos os teus movimentos como se quisesse decorá-os. Os saltos finos fazem-te mais alta. No tornozelo esquerdo, uma pulseira de prata. As pernas bem torneadas, ligeiramente bronzeadas - denunciam uma recente exposição ao sol. O rabo perfeitamente redondo cabe-te na saia na justa medida, ligeiramente por cima do joelho, solta, confortável, digna do dia de Primavera que se prepara para findar. As costas acompanham o formato de guitarra do teu corpo de mulher. A cintura apresenta o local ideal, anatómico, para se colocarem ambas as mãos, dos lados, a preencher-te.
Desejei-te. Desejei-te com todas as minhas forças. Queria possuir-te ali mesmo. Mas o local público e o facto de ser um desconhecido impedia-me terminantemente.
Pelos altifalantes, oiço chamar os passageiros para o meu voo. Ainda sorrio com a tosquice do francês da locutora, sotaque nitidamente canadiano. Extasiado, fechei o jornal de modo automático e olhei para o relógio.
Tento arrumar a minha tralha da melhor forma possível, entre não perder contacto visual contigo e o tentar descortinar onde se situa a porta de embarque através da sinalização. Levanto-me e procuro no bolso do casaco o cartão de embarque. Enfio à força a papelada na pasta, que transborda e dirijo-me para o portão de embarque.
Nove e meia...
O sol já baixou do horizonte. O Céu apresenta-se do vermelho-vivo ao negro pontilhado.
Esta noite fico mais próximo das estrelas.
Passo o portão detector e sou revistado.
Antes, deixo os meus pertences no tabuleiro. Aproxima-se uma mulher fardada para o resto da revista.
Ao meu lado, no mesmo exercício, estás tu. Tens apenas uma mala e umas chaves na mão. Deixas isso no tabuleiro. Um homem de uniforme passa as mãos pelo teu corpo. Sinto inveja dele. Passa o detector por entre as tuas pernas, levantando ligeiramente a saia; depois pelo teu rabo e em redor da cintura. Pede-te para levantares os braços. A blusa semi-aberta deixa-me ver o teu soutien. "Desejo-te.", ecoa a palavra na minha cabeça.
A segurança fala comigo; não a oiço porque estou totalmente projectado em ti. Repete a instrução para seguir e eu, à segunda, obedeço.
O teu corpo é um íman para os meus sentidos. De tão perto, quase que consigo cheirar o teu champô. "Desejo-te!", uma vez mais.
Avanças e recolhes os teus pertences. Faço o mesmo, mas na fila ao lado. Segues determinada pelo corredor de acesso às salas de embarque. Sou-te indiferente. Arrancas, cabelos oscilando em cima dos ombros, ondeando as ancas num caminhar perfeito de mulher segura. Entre guardar as minhas coisas do tabuleiro, colocar o cinto, o relógio... perco-te na multidão. São muitas cabeças agora. E eu sou atrasado pela minha bagagem de mão, nitidamente abusiva.
Bolas!
Conformado, passo pelo duty-free, os olhos debruçam-se por uma ou outra montra.
Avanço lentamente, de loja em loja, até que chego à zona dos cafés e esplanadas. Pensei em tomar algo para forrar o estômago. Mas não. O chocolate que tenho no bolso deve entreter-me, caso a refeição a bordo não o faça.
Parado agora, aprecio o que me rodeia. Desapareceste. A única pérola do dia inteiro desaparece-me entre os dedos. Olhei para a minha bagagem e odiei-a. Atrasou-me.
Retomo a marcha. Átrios e átrios precedidos de letras e números. Pelos altifalantes, avisos vários para passageiros retardaos; anunciam também partidas e chegadas a outros terminais. Ao fundo, o som de descolagens e aterragens faz-se sentir mais intensamente. O murmúrio dos passageiros, entre idiomas variados, isola-me. Estou só, entre muita gente.
Muitos passos depois, entre balanços e filosofias, pensamentos e conclusões da treta, apresenta-se-me a porta de embarque.
Confronto com o número no cartão, de casaco na mão e pega do trolley na outra. Numa das cadeiras, sou surpeendido pela tua presença. Sentas-te alheada com um ar aborrecido. Pareces conformada. Pela primeira vez, os nossos olhares cruzam-se por milésimos de segundo. Desvio um pouco a atenção para me sentar, não fosse ter nenhuma surpresa desagradável.
Separo as minhas coisas sem ocupar mais espaço do que o razoável. Sento-me finalmente. Consegui fazer quase tudo a olhar para ti, para o teu corpo. Não me apercebi que agora me fitavas. Só quando levanto a atenção em direcção à tua cara. Arregalo os olhos e a alma. Aprecio-te de alto a baixo, aquilo que o teu corpo me permite deduzir.
Deixo-me estar, fitando a tua cara. Sério, tentei que lesses os meus pensamentos: "desejo-te!". Assim ficamos breves segundos.
O telemóvel toca. Tira-me do jogo.
Atendo.
O meu irmão a perguntar-me se ainda não cheguei. "Não, pá! Ainda estou aqui, quase a entrar no pássaro!" Combinamos almoçar no dia seguinte.
Levanto-me enquanto falo. Dirijo-me ao janelão que dá para a pista. Olho lá para fora enquanto oiço as notícias do outro lado do Atlântico. - Ele vai buscar-me à Câmara.
Lá fora, na pista, um avião percorre o taxiway e prepara-se para descolar, posicionando-se na cabeceira da pista. O vento faz ondular ligeiramente a manga laranja e branca. Alguns segundos. Ruído forte e os motores acelerados ao máximo pressionam muita gente enfiada no charuto de metal contra as costas das cadeiras. Imagino a comunicação entre a torre e os pilotos. Última verificação de segurança e aceleração ao máximo. Faz-se à pista; consome metros de alcatrão, primeiro devagar; quilómetros de pista, em breves segundos e... "v1". O trem dianteiro descola do chão. Eis chegada a decisão do "go, no-go"... Vamos a isso: "v2" e o avião corta as amarras que o prendem ao solo deixando atrás de si uma esteira de gases de escape. O ruído dos motores é a sua declaração de independência, de liberdade. O odor é inconfundível. O som atenua-se, o metal voa graciosamente, primeiro numa inclinação de trinta graus em plano e depois puxado a vinte graus a estibordo, revelando a barriga ainda esventrada pelo trem de aterragem descido, que agora recolhe. Estilo gracioso, um bailado no ar com toneladas de metal. Nas pontas das asas, a concentração de vapor de água deixa um rasto branco, a recortar a atmosfera, testemunho etéreo de que ali existiu algo.
Os meus olhos regressam à sala e olham para ti. Fitas-me. Não paraste de olhar para mim enquanto eu estava ao telefone e depois distraído com a descolagem do enorme Airbus. "Desejo-te! Se soubesses como..."
As tuas pernas cruzadas deixam-me apreciar os teus joelhos. Lindos. O joelho esquerdo sobre o direito, salientando a pulseira ao tornozelo. Insinuas-te ligeiramente quando te apercebes do meu desejo. Na sala estão doze pessoas, mas eu sinto apenas duas: eu e tu. Cruzo as pernas para imitar a tua pose, como se te visses ao espelho. Sorrio-te.
Juntas os joelhos, num misto de sedução e de brincadeira, mas em tom sério. Por breves milésimos de segundo, deixas-me ver a tua roupa interior, branca, no triângulo que se forma na saia assente nas tuas coxas e o espaço entre os teus joelhos. Aponta-los directamente para mim. QUERES que eu veja. Nos teus olhos, parece-me ver uma legenda: "possui-me!". Depois, colocas a mão no colo e eliminas a folga que mostra a tua roupa interior. Imagino a tua voz.
Chamam a primeira classe.
Não te mexeste. Vais em turística, depreendo... Levanto-me e planeio a minha trajectória para passar por ti. Olhas para cima quando eu passo, mas tento ignorar-te para tentar descortinar o que pretendes na realidade. Acompanhas o meu percurso com o teu olhar. Vejo pelo reflexo na janela que não tiras os olhos de mim. Mas não viras a cara. Essa permanece imóvel.
Entrego o cartão de embarque à assistente de voo, que o coloca na máquina. Passo o torniquete e curvo a esquina. Desapareço da tua vista.
Avanço pelo corredor móvel e chego ao avião vários passos depois. A temperatura baixou ligeiramente. Antes de entrar, olho pela janela do átrio final da manga para apreciar a pista. Detenho-me. Aproveito um breve momento para inspirar aquele aroma a nitrometano carburado. Saudades. Fecho os olhos e recordo.
Sou trazido de volta à realidade com a voz da assistente "Good evening, sir! Welcome aboard.". Entro então no avião e procuro o meu lugar: fila dois, à janela. Logo ali. Posição-chave: controlo a entrada e o corredor. Amontoo as coisas na cadeira da coxia. Por fim, sento-me e aperto o cinto. Ajeito as coisas para lhes dar uma ordem aparente. Mais importante em cima e mais próximo. Computador portátil no colo, tiro os auscultadores da mala e preparo-me para me isolar, eu e as estrelas, enquanto me conduzem ao meu destino. Tenho algum tempo até tu vires, mas não muito. Pelo canto do olho, apercebo-me de que passas agora por mim.
A deslocação da massa de ar dentro do avião traz-me o teu perfume, que me invade as narinas. Sigo-te com o olhar. Entre os bancos, vejo onde te sentas. Fila oito, na coxia. Seis atrás de mim, na diagonal. Fitas-me entre as costas dos bancos. Séria. "Desejo-te tanto!", penso.
Assisto ao teu ritual de te colocares mais confortável. Com ambas as mãos, juntas os cabelos e atira-los para trás das costas. O teu peito reclama o seu espaço dentro da blusa, que entretanto se estreitou para elevares os braços. "Como te desejo!".
A porta fecha-se poucos minutos depois. Procedimentos da praxe de segurança enquanto o piloto nos conduz lentamente pelo taxiway até à cabeceira da pista.
Repete-se o ritual da descolagem. Olho para o lado. Na janela, vejo o teu reflexo. Mas não estás lá. É impossível estares. É fisicamente impossível. Olho para trás e tu descansas na segurança da poltrona, atenta aos movimentos, de braços em L nos apoios laterais.
Ruído intenso, vibração... Pressão dianteira súbita... Dois G... Mais ruído: três G... A velocidade aumenta ainda. Quatro G. O nariz descola. Lá fora, os objectos passam na janela a uma velocidade muito grande. Na pista, as luzes, antes separadas, agora formam um cordão uniforme. Ouve-se o zumbido do sistema hidráulico do trem a recolher. Os ouvidos sentem-se obstruídos. Rotação demorada a bombordo. Em baixo, as luzes das povoações, das casas, assinalam a existência humana, que se resume a vários pontinhos por entre este planeta enorme.
Estabilizamos. Atingimos a velocidade e a altitude de cruzeiro. Apagam-se os sinais de cintos. Liberdade dentro do charuto de metal.
Abro o portátil e leio mais um relatório. Tomo umas notas.
De vez em quando, olho para trás.
"Desejo-te!", penso uma vez mais. Como te desejava, meu Deus!
Agora não consigo desviar o olhar. Lês uma revista. De vez em quando, passas o cabelo para trás da orelha.
Os ponteiros do relógio avançam lentamente. Queria levantar-me e ir ter contigo. Falar.
Seca-se-me a boca.
O tempo consome o seu ritmo, deixando atrás de si a efemeridade do que nos fica gravado no corpo e na memória.
A assistente começa a distribuir as refeições. Jantar... Peço champanhe para acompanhar. Não sei porquê... Distraio-me de ti com as bolhas. entretenho-me debicando uma ou outra coisa da minúscula ementa que me põem à frente. Na fila do lado, o outro passageiro da primeira parece banquetear-se com uma salada gourmet. Meu Deus!
Durante meia hora brinco com o que está no prato, tentando ganhar coragem para te dizer alguma coisa. Perante a minha passividade ante a comida, a assistente oferece-se para retirar o tabuleiro e substituí-lo por uma chávena de café.
No meu inglês tosco, ainda articulo: "Black, no sugar, please."
Depois de recolher o tabuleiro, saboreio o café. Um paradoxo. Primeiro, porque o café não estava quente; depois, porque o café canadiano não tem sabor. É senso-comum... Acabo-o rapidamente, por conseguinte.
Preciso de encharcar a cara com água. A toalha aquecida deixou-me um cheiro irritante a jasmim nas mãos e nos lábios... Os sinais luminosos estão todos verdes. É agora mesmo.
Levanto-me. Dirijo-me à casa de banho, no outro extremo do aparelho.
Passo pelo teu lugar... vazio.
Ao fundo do corredor, vejo as tuas costas desaparecerem por detrás da cortina que separa a zona de passageiros da zona de cozinha, que procede o acesso à casa de banho. O sinal luminoso vermelho acende-se, revelando a ocupação do espaço. Pensei em dirigir-me ao outro, na fila do lado, mas não. Bato à porta. Não respondes. Sei que és tu que lá estás dentro. A porta destranca-se. Mas tu não sais.
Espero dez segundos. Nenhuma acção.
Vinte segundos. Começo a estranhar.
Trinta. E tu não sais.
Resolvo entrar. Rodo o manípulo e abro a porta.
Estás apoiada no lavabo, de camisa desapertada.
O espaço é exíguo.
Tranco a porta.
Fito-te e digo as palavras "Desejo-te!" à medida que um calor me invade, levando-me a movimentos animalescos.
Meto as mãos ao teu peito e digo:
- Quero chupar-te!
- Sou tua.
Não ofereces resistência e eu acabo de abrir-te a blusa, atirando-a para o chão. O soutien segue o mesmo caminho.
Ficas nua da cintura para cima. Tenho as mãos frias, do nervosismo, o que te provoca ainda mais a excitação dos mamilos, hirtos como caroços de azeitona. Começo a chupá-los, humedecendo primeiro o teu peito com a minha saliva e depois criando sucção, até não caberem mais na minha boca, alternadamente.
Deixo ficar ambas as mão sobre os teus peitos e desço com a boca até ao umbigo, deixando um rasto de saliva no teu corpo. Depois, meto a cabeça por debaixo da tua saia e sinto o cheiro do teu sexo. Abres ligeiramente as pernas. Mordo as tuas cuecas ao ponto de beliscar também uma prega de pele. Inspiras longamente, guardando em ti parte do ar que deixas sair em golfadas curtas e sonoras. Com os dentes, reclamo a saída da tua roupa interior, enquanto espremo o teu peito.
Fechas as pernas com a minha cabeça entre elas.
O espaço conquistado terá que ser libertado a custo.
Levantas a saia subindo as mãos pelas tuas coxas, passando a estar apenas sustentada com o rabo em cima do lavabo. Depois, enfias os polegares pelos elásticos enquanto as retiras, puxando para baixo. Vencida a resistência das nádegas, que desvias, uma e outra - alternadamente - eu faço o resto com a boca, descobrindo que estás completamente depilada. As cuecas caiem no chão, desamparadas. Abres as pernas ao máximo, ficando ainda com os sapatos, deixando-me ver o teu buraco mais íntimo, que agora se apresenta sem intermediários. Passo-lhe a língua. Uma e outra vez.
Levanto-me para te sussurrar ao ouvido "quero foder-te!".
- Fode-me - respondes - Quero que me dês prazer.
Despoletado por estas palavras, um abraço forte e apertas-me o peito contra o teu, inspirando muito fundo. "Fode-me com força!", dizes, cerrando os dentes.
Sinto os teus mamilos duros enquanto me liberto dos teus braços para ir ao objecto do meu desejo. E enfio a minha língua na tua vagina, que já está bem molhada. Pões a tua mão na minha nuca, como que a convidar-me para ir mais fundo. As tuas pernas agora descrevem um arco que me abraça, com os calcanhares apoiados nas costas. A minha língua invade o teu corpo, uma e outra vez. À medida que o faz, soltas pequenos gemidos. "Mete o teu pau!". Inspiras fundo e levantas a cabeça, olhando o tecto e exibindo o pescoço, que eu mordo para te chupar a carótida. "Siiimmmm!"
Deixo as marcas ligeiras da minha dentição na tua traqueia.
Levas as tuas mãos às minhas calças e libertas-me do que separa a minha pele da tua. Estamos ambos nus a partir daquele momento. "Vou metê-lo agora, queres?" Gemes que sim. E eu enfio violentamente o meu sexo no teu, parando no fundo da primeira estocada. Sinto-te a abrir. Sinto-te toda. Estás à minha mercê. Fechas os olhos com força. Um poço de ar imprime maior violência à profundidade do meu golpe, fazendo-te abrir os olhos. Tens o teu queixo sobre o meu ombro direito. Eu aperto-te com força para não desatar aquela união de corpos. Envolves-me com as tuas pernas e gemes entredentes:
- Dá-me com força! Faz-me vir!
Mantenho-me assim, imóvel, durante segundos que parecem minutos... Enquanto isso, liberto-me da prisão do teu corpo e faço-te rodar sobre ti própria, para te penetrar por trás.
- Vou-te dar com força. É isso que queres. Eu sei que queres.
- Sim, é isso mesmo. Fode-me.
Mas ajoelho-me e agarro-te nas coxas por trás, cheirando o teu sexo e o teu ânus. O teu líquido já se vê cá fora. Esse mel envolve-te as partes íntimas e extravasa, chegando quase às coxas. Abertos, os lábios avermelhados cedem perante a minha boca, que os força a abrirem-se mais. Lambo lentamente, demorando a minha penetração, enquanto tu começas a oscilar as ancas, em movimentos circulares, a convidar-me para entrar. Faço-te a vontade. Enfio o meu pau ao máximo, sentindo a tua vagina abrir e ceder. Pelo espelho, vejo que fechaste os olhos. Começo a fazer movimentos de vai-vem, segurando-te no peito, que agora está desamparado. Forço-me para dentro de ti, apalpando-te as mamas freneticamente enquanto me sinto vir. Pões as mãos no espelho, onde ficam marcadas, palmas abertas.
- Vou-me vir em ti. Dentro de ti.
- Sim... sim... sim... - repetes na cadência de cada investida.
O meu esperma abandona o meu corpo e entra no teu. Solto um rugido enquanto páro os movimentos dentro de ti, bem fundo. Ficamos assim, imóveis, durante um minuto, a sentir prazer. Entre ti e mim, o meu líquido encontra o caminho do chão. A tua mão recolhe-o à saída de ti, fazendo uma carícia aos meus testículos. Levas a tua mão, encharcada, à boca e chupas.
Recebes o meu membro entre as tuas maxilas, fechando os lábios para maior prazer. Começas lentamente, e chupas. Envolves com a língua para me dar maior prazer ainda. Com as mãos, uma a acariciar-me os testículos, e a outra a ajudar os lábios, sempre em contacto com o meu pénis. De olhos fixos em mim, puxo-te os cabelos, comandando eu o ritmo da cadência, que se torna frenético quando me sinto vir novamente. O meu esperma toca-te na glote, quase te fazendo tossir. Quando me venho, mantenho-o bem dentro da tua boca, com os teus lábios bem perto da minha púbis. Engoles tudo. Depois acaricias o meu pau com os teus lábios, beijando-o longamente. Quando acabas, olhas para mim.
Levantas-te.
Envolvo-te por trás, abraçando-te.
O meu pénis encaixa entre as tuas coxas, que fechas com força para tirares o máximo prazer da zona erógina nua. Pelo espelho, é visível a minha glande apertada entre as tuas pernas.
Fitas-me enquanto nos vestimos.
Depois de passar água pela cara, compões a tua roupa com cuidado e ajudas-me a endireitar a minha. Aproveito para apalpar o teu corpo, especialmente o rabo, que desejo sempre.
Já vestidos, abraço-te com força.
E saio, deixando-te lá.
Retomo o meu lugar, passando pelo teu. Coxia vazia, naturalmente.
Sento-me.
Não me seguiste.
Demoras a regressar.
Vou controlando os movimentos do corredor. A minha cabeça oscila entre o corredor e a janela. Deves ter ficado a falar com a hospedeira...
Entretanto, aprecio a paisagem nocturna, do céu semeado de estrelas. Ao longe, as luzes de presença de outros aviões recordam-me de que não estamos sozinhos no céu. A lua cheia está pregada no quadrante Norte. Ilumina o oceano, que reparte a sua luz em milhares de pontos. Ao longe, a cidadela de um navio faz-se notar no meio do mar.
Há mais quem viaje esta noite.
A escuridão lá fora contrasta com os reflexos no vidro dos pequenos candeeiros por cima das cabeças dos passageiros.
Vejo a tua imagem no vidro, em pé.
A miragem regressa.
Pigarreias ligeiramente e eu apercebo-me de que estás mesmo ali.
Olho para a coxia e para cima. Estás mesmo ali.
Estendes o braço, com a mão fechada e virada para baixo. Séria, entregas-me algo.
Recebo instintivamente, sem ver o que é.
Recolhes ao teu lugar, girando as ancas primeiro, demorando a acompanhar com o torso. Estás séria e eu sigo-te com o olhar, apreciando as tuas costas e o teu rabo. "Desejo-te tanto!"
Depois de te sentares, mordes uma barrinha de Twix, fitando-me e piscando-me o olho. Sorriso maroto nos lábios. Mastigas de boca fechada, tirando prazer de cada mordida, enquanto me fitas, num sinal de desafio. Piscas-me outra vez o olho e apontas com o queixo, para que vire para a frente.
Olho para a minha mão, tenho comigo a outra barra, dentro da embalagem já aberta. Meto os dedos e tiro-a com curiosidade.
Está molhada.
Um ligeiro visco.
Saliva?
Cheiro-a.
Sinto-te a ti; à tua vagina.
Vêm-me à memória os momentos passados na casa de banho.
Olho para trás e estás a sorrir. Nunca te tinha visto a sorrir. Com os lábios, articulas as palavras: "Quero mais!", e atiras a cabeça para trás, feliz. Respondo-te com um sorriso.
Aprecio a barra debaixo do meu nariz como se se tratasse de um Monte Cristo.
Divinal!
Trico-a com prazer, demoradamente, sentindo o teu sabor novamente na minha boca... misturado com caramelo, bolacha e chocolate.
Acabo lentamente o doce apimentado por ti e olho para a janela uma vez mais. Distraio-me com as estrelas, num céu mais límpido do que o vejo habitualmente, sem a comum distorção das luzes terrestres que abafa a pureza celeste. Adormeço de cansaço.
O tempo passa.
Nessa noite, aquele pássaro encurta o espaço entre continentes, indiferente às dificuldades humanas, às limitações sociais, apenas condicionado pelo justo encadeamento de peças feitas à medida, que o tornam perfeito.
Entre as núvens, o céu ponteado de estrelas, constelações inteiras fazem a sua aparição. O que antes se fazia no solo, a marcar a presença humana, agora faz-se no céu, a recordar os que já partiram.
Em sonhos, devaneio num Olimpo verdejante, com riachos aqui e ali. Acompanho o pecurso de uma pequena folha no regato até perdê-lo de vista.
Um som característico surge acima da minha cabeça, acompanhado por um sinal luminoso. O som traz-me de volta ao avião, resgatando-me do plano dos sonhos...
Aperto o cinto. Depois, procuro um lenço para limpar os dedos, acastanhados do pequeno grande prazer. O toalhete refrescante da refeição ainda está por ali. Serve perfeitamente.
O candeeiro interior reduz a sua intensidade com o toque num botão.
Muito mais confortável.
Abaixo, o Oceano Atlântico prepara-se para dar lugar a terra seca. Sente-se a descida. A pressão obstrui os meus tímpanos. Começo o exercício para equilibrar a pressão nas trompas de Eustáquio, não sem antes apertar o nariz e fazer força no sentido contrário, obrigando-os a ripostar. A ligeira explosão interna causa-me uma ligeira dor.
Olho para trás. Dormes. De cabeça pendida para a esquerda, sobre o corredor. O teu cabelo tapa-te parcialmente a cara. Musa.
A assistente acorda-te para que apertes o cinto. As costas da cadeira regressam à posição original. Devolves o cobertor delicadamente. Os teus olhos semicerrados denunciam que dormirias ainda mais umas horas.
O meu pescoço começa a reclamar em resultado do esforço, que me ajuda a ter a visão magnífica de ti. Olhas para a frente e cruzamos os nossos olhares uma vez mais.
O avião faz-se à pista. Oscila, corrige e um embate forte de rodas no solo. O pássaro de ferro guincha dos pneus, como que reclamando a sua liberdade e o regresso aos céus. A consequente desaceleração catapulta os corpos dos passageiros contra os cintos. A paisagem ainda é deformada mas ganha corpo exacto à medida que travamos.
Todos se avizinham das janelas para apreciar o tráfego do aeroporto de Lisboa.
Na azáfama que se lhe segue, as pessoas começam a concentrar-se no corredor, quando a manga acopla ao aparelho. Mais um ritual.
Sorrio à hospedeira e saio, percorrendo o corredor. Os passos ecoam nas paredes com publicidade variada. As cores distraem-me do seu conteúdo. Perdem-se por corredores infindáveis. Diluem-se as mensagens.
Ligo o telemóvel. Continuo a andar, em curvas e contracurvas.
Vou começando a encontrar pessoas.
Aqui e ali, membros da tripulação de terra trocam palavras em português. É bom ouvir falar português. Sinto-me em casa. Prossigo, seguindo as placas até à recuperação da bagagem. Tapete D.
Aguardo. Sento-me. O tapete tarda em rolar. No monitor, o número do voo confirma-me de que estou no sítio certo. Olho para trás mas não te vejo. Chegam todos os passageiros da primeira classe. Três... As caras são-me semi-familiares. Passam todos os da turística...oito... Falta um: tu!
"Claro." - penso. Não tinhas bagagem. Saíste pelo outro corredor.
O jet lag faz das suas. A diferença horária dá cabo de mim. Aqui o sol já nasceu. Enquanto viajávamos, o astro-rei deu a volta ao planeta. Viémos encontrá-lo mais cedo, deste lado. A bagagem tarda a circular. É simples; é rápido... onze malas, pelo menos. O que poderá causar tanta demora? Só a desorganização à portuguesa. Vinte minutos de espera. Finalmente, o tapete arranca, auspiciando o comboio de bagagens que deverá começar a aparecer. Uma.... Outra.... Mais outra.... E outra...
Recupero a minha e saio até ao ponto de taxis. Uma fila forma-se, os carros não são suficientes. Amarelos, não os distingo muito bem. Os autocarros já circulam. A poluição atmosférica faz-se sentir. O monóxido de carbono invade-me as narinas. Coloco os óculos escuros para me defender do sol que ainda está baixo e me fere os olhos cansados. Os braços pesam-me.
O tempo está bom. Frescura matinal, humidade e sem chuva. Algumas núvens no céu formam figuras engraçadas. Lembro-me dos meus tempos de criança, em que passava horas deitado na relva a imaginar figuras para as núvens.
Nisto, um chiar de pneus acorda-me deste meu transe. Um vidro abre-se e surges tu, dentro de um carro. Olhas para mim, convidando-me silenciosamente para entrar. O que me deixa confuso é a telepatia existente. Agradeço com a cabeça.
Dirijo-me à traseira do carro para meter a mala no porta-bagagens. Abro a porta e entro com o casaco no colo. Olhas em frente e arrancas em velocidade. Do bolso, retiro o meu chocolate, que acabei por não comer pois tive uma substituição inédita durante o voo...
Eu fito o teu corpo e recordo-me de cada curva, de cada sinal, cada odor. Abro a embalagem e enfio-te uma das barrinhas na boca. Guardo a outra. "Estava a dever-te um chocolate!"
O carro emana o teu perfume. A saia ligeiramente puxada para trás quase revela a tua roupa interior. As tuas pernas são um monumento à beldade. Quero meter a minha mão entre elas e chegar-te onde tu sabes. Mas só me distraio do teu corpo pela tua condução, perícia de um taxista em hora de ponta. Agarro-me a tudo quanto posso para me defender dos impactos que parecem iminentes. Sinto-me como um batido.
Conduzes sem destino declarado. E eu não te digo nada. Olho para ti e penso "Desejo-te. Surpreende-me!"
Devolves-me o olhar, com a mesma expressão marota na cara, que já me era familiar.
"Vamos até minha casa.", atiro determinado. "Faço-te o pequeno-almoço!"
"E onde é a tua casa?", replicas imediatamente, em voz baixa...
Dou-te as instruções, que segues como uma bala, por entre o trânsito lisboeta. A hora de ponta abranda-te mas, como vamos em sentido inverso, não estamos parados. Abrandas com a aproximação do meu local de residência. A uma indicação de dedo minha, apontas o carro até à porta de uma garagem. Desces a rampa devagar e páras. Eu retiro a chave do bolso e abro o portão com o comando. Conduzes o carro mediante as minhas instruções silenciosas, manuais, e estacionas no meu local reservado. O meu carro?... Na oficina ainda, acidentado.
Assistes aos meus movimentos. Tens as mãos no volante.
- Vais ficar aí? Ou queres comer alguma coisa?
Sais para a garagem. O cheiro característico de escapes misturados com o cimento crú do pavimento faz-te dar um espirro.
"Não sei se quero dizer isto mas... Santinha!"
Dirigimo-nos ao elevador. Segues-me de perto, quase encostada, mas a uma distância social.
Os elevadores ficam dentro de uma casinha oculta, cujo acesso se faz através de uma porta corta-fogo, que se fecha atrás de nós. Estamos sós. A minha bagagem separa-nos e torna-se impossível atacar-te. Resolvo sossegar. Afinal, o meu desejo não se perderia por meros segundos. A porta do elevador abre-se e entramos: primeiro tu.
"Décimo andar, por favor!". Tenho as mãos ocupadas. Carregas no botão, sempre a fitar-me. Os segundos tardam a passar. Segundo andar. O teu cabelo escorre sobre os ombros. O teu rosto fita-me mas os olhos pregam-se ao chão. Quarto andar. O compartimento começa a ser invadido pelo teu perfume. O silêncio apenas é quebrado pela música ambiente do elevador. Este tema contava umas histórias... Se falasse... Sétimo andar.
Não tiramos os olhos um do outro. A ausência de palavras intriga-me."Desejo-te." ecoa na minha cabeça. A tua roupa interior ressalta debaixo da saia, marcando a sua presença. Inegável gosto para o requinte. Fixo os meus olhos no teu peito, que grita para sair da prisão...
Décimo andar e as portas abrem-se.
Saio primeiro e tiro as chaves do bolso. Duas portas opostas. Vamos à direita. Aproximamo-nos da minha casa. Ajudas-me a abrir a porta.
Atravesso o hall e atiro com tudo para o chão. O som de papéis a espalharem-se no chão quebra o silêncio que se fazia sentir. Fecho e tranco a porta.
Os dois sozinhos agora. Entre nós, um monte de bagagem. Passo-lhe por cima quando me atiro a ti, jogando o meu corpo sobre o teu, contra a parede. Meto as mãos dentro da tua blusa, sobre a tua saia.
- Como te desejo. Quero foder-te toda.
Inspiras fundo com estas palavras. Sei que queres ser fodida como se não houvesse amanhã. Por trás da tua cabeça, puxo os cabelos fazendo a tua cara virar-se para cima e expor a traqueia. Abro os meus dentes sobre ela, virando a minha cabeça. Mordo-a moderadamente enquanto as minhas mãos procuram o teu sexo, quente, húmido, já pronto para me receber.
Agarro-te pelos cabelos e puxo-te para o quarto.
Ajoelho-te como se se tratasse de uma execução, mantendo os teus cabelos na minha mão cheia. Estou atrás de ti. À tua frente, a cama, lugar de prazer.
Tiras a roupa devagar.
Começas pela blusa, depois o soutien.
Puxo-te e levantas-te para acabares o que começaste.
Estás nua e eu estou vestido.
Aproximo o meu rosto do teu. Repito a frase "Quero vir-me dentro de ti!", em surdina, no teu ouvido.
- Abre as pernas.
Sobes para a cama e abre-las de forma bem ampla, levantando os braços, deixando-te à minha mercê. Hoje queres que te domine.
Amarro-te as mãos à cabeceira da cama com dois lenços que retiro da cómoda. Deixo-te as pernas soltas.
Fico de joelhos entre elas, com o mais íntimo de ti à vista.
Ao ouvido, digo-te com pormenor "Vou-me vir em ti!"
Na tua vagina, meto um dedo em cada lado para te excitar. Faço cículos concêntrico até passar os teus lábios.
"Dá-me o teu pau. Fode-me com o teu pau!" E eu enterro-o na tua rata até ao fim, com as mãos nas tuas mamas. Começo a andar de trás para a frente, num ritmo que aumenta. Oiço-te gemer. Nisto, viro-te ao contrário para te penetrar por trás. Estás agora com os braços cruzados.
Começo devagar. Passa a glande, o prepúcio e por fim o corpo. Vais gemendo à medida que entra.
Oiço-te gemer de prazer. Com as minhas mãos, seguro nas tuas tetas espalmadas entre o colchão e o teu corpo. Aperto-as com alguma força, para me dar posição para enterrar melhor.
Sinto-te contorcer. Gemes cada vez mais. Sinto-te quase a vir e digo: "Vou-me vir agora!" Sinto-me estremecer e encharco-te com o meu prazer quente.
Deixo-me estar quieto enquanto o fluxo te invade. Prendo-te os movimentos.
Passamos assim quase dois minutos. Imóveis. Só a sentir o prazer.
Eu recuo e saio de dentro de ti.
O meu esperma pretende sair também.
Com as mãos presas, não consegues libertar-te para te lavar. Vou buscar uns toalhetes para te limpar eu mesmo.
Nisto, coloco-te uma venda e deixo-te assim. Aprecio cada curva do teu corpo. Cheiro a tua vagina. Lambo-a. Ainda consigo sentir o sabor do chocolate com o teu visco. Começo por meter dois dedos e depois três e quatro. Exprimes um ligeiro gemido de desconforto.
E eu meto mais um dedo. E começo a mexê-los lá dentro, sentindo o colo do teu útero nas pontas do dedo médio. Toco-te bem fundo. Retiro a mão devagar.
Depois saio do quarto. Ouves-me mas não me vês.
Abro gavetas e armários. Os meus passos nús denunciam que estou na cozinha. Sentes talheres, taças. O tilintar desta loiça deixa-te na expectativa.
Quatro sons electrónicos curtos. Uma porta de electrodoméstico a abrir. Silêncio.
Regresso ao quarto. Sentes os meus passos aproximarem-se de ti.
- Vamos começar.
Passo-te algo pelo corpo. Pela boca... Sentes a sua textura, reconhece-la. Um morango.
- Trinca! - E deixas-me com metade na mão, comendo o resto.
- Espero que gostes de fruta ao pequeno-almoço...
Depois:
Despejo um fio de creme de chocolate quente sobre a tua barriga. Desenho um "C", a minha inicial... Soltas um gemido inesperado.
Com o morango meio comido na minha mão, limpo o chocolate do teu corpo. Envolvo a fruta no líquido castanho e meto-o na minha boca. Mastigo.
Depois, passo outro fio de chocolate sobre as tuas mamas.
Chupo as tuas mamas, com o sabor a chocolate.
Faço o mesmo no teu sexo. O chocolate já não está tão quente. Um fio de cima a baixo. Eu lambo-o directamente.
Depois, pego na barra de chocolate que me sobrou e enfio-a por ti adentro...
A barrinha de Twix envolve-se com o teu visco, lentamente. A nervura do chocolate começa a derreter no contacto com a humidade e o calor do teu sexo. Os meus dedos empurram-na cada vez para mais fundo. Os teus lábios acompanham o movimento da penetração, abraçando os meus dedos, como se quisessem articular um "mmmm" saboroso...
Não sentes dores. Na tua barriga, o sangue aflui ao local onde antes se encontrou o creme de chocolate quente. Os teus seios vermelham também, com a distinta marca da violência quente das minhas mãos, que os atingiu subitamente. Os teus mamilos apontam ao tecto, a pedirem para serem devorados.
Retiro a barra de chocolate e meto-ta na boca. Tricas com prazer. Mastigas em câmara lenta. Eu faço o mesmo, saboreando cada milímetro do teu visco misturado com o chocolate, a bolacha e o caramelo.
Quando acabo, meto a língua na tua cona, onde sinto o sabor mais doce à face da terra. Aí, o teu cheiro natural sobrepõe-se, deixando-me num estado de excitação absoluta.
As tuas pernas estremecem e os joelhos caem sobre a cama. Agora é mais difícil "ver-te". Forço o meu queixo para ganhar posição e continuar a chupar-te. Chego ao clítoris, que a língua massaja juntamente com uma sucção forte, querendo absorvê-lo para dentro de mim. Assim fico alguns minutos, vendo-te a contorcer com prazer.
- Fode-me fundo!
Mantenho-me a lamber a tua vagina depilada, ignorando o teu pedido.
- Fode-me agora. Estou a vir-me...
- Ainda não.
Vens-te. Sinto-te vir, a cona mais molhada ainda. Adoro ouvir-te gemer.
Mal me sinto, de tanta esfrega sexual. Estou cansaço pela viagem e pelo esforço despendido neste combate de corpos nús.
Tiro-te a venda e solto-te os pulsos. Deito-me ao teu lado, imóvel.
Levantas-te e colocas-te entre as minhas pernas. "Vou fazer-te ir ao céu!" O teu cabelo roça-me a barriga e a parte de dentro das ancas. Não consigo ver a tua cara agora. Agarras no teu cabelo e coloca-lo todo para um lado.
- Olha-me nos olhos.
Olho para baixo e os teus olhos cruzam-se com os meus.
Agarras o meu pau, que ainda estava duro, e lambes de cima a baixo. Começas por lamber por baixo, desde os testículos. De língua aberta, para apanhar a maior área possível. Acabas o movimento ascendente e enfia-lo todo na tua boca, ajudando com a mão em tubo.
Lentamente, sinto o calor da tua boca a envolvê-lo, a acariciá-lo. Estás em posição fetal, com os calcanhares junto às nádegas. Peço-te para afastares as pernas, para eu te chegar à racha com um dos pés, que esfrego à medida que me dás prazer. Sinto-lhe o calor húmido.
Os teus lábios apertam o corpo do meu sexo a simular uma vagina. Lá dentro, a tua língua dá voltas intermináveis para aumentar o meu prazer.
O tempo passa rapidamente naquela manhã. O sol vence as frestas das portadas, iluminando-te de perfil. Os cabelos fazem a sombra necessária para que não te consiga ver a cara. O teu corpo contrasta com a alvura da parede. Estás ali. Estamos ali.
Não consigo desprender a minha atenção dos teus olhos. O iluminado tracejado percorre o teu cabelo e o teu corpo, mas nada me distrai do prazer que me dás.
-Quero vir-me na tua boca.
- Sim.
Os teus movimentos mantêm o ritmo regular. A tua mão percorre o meu pau acompanhando a tua boca. Esse tubo de prazer leva-me ao êxtase. O meu pé roça-se na tua rata, sentindo-a perfeitamente encharcada. Uma sede imensa atinge-nos. Eu agarro no teu cabelo e controlo a cadência, cada vez mais rápida, até que solto um urro de prazer e jorro-me em ti, dentro de ti. A tua língua acaricia-me o freio da glande para incitar um maior jorro e mais prazer, enquanto me venho. Sinto-me quase a desmaiar, mas ainda guardo forças para um último acto.
- Põe-te na minha cara. Quero lamber a tua cona.
Lentamente, levantas-te e abres as pernas. A tua cona húmida emana calor, que me percorre o corpo à medida que a arrastas por mim acima. Pões as tuas pernas de lado e avanças lentamente até te posicionares com a rata em cima da minha boca. Olhas para baixo e a minha visão é perfeita: mesmo em frente aos meus lábios, a tua rata húmida. Depois, o teu umbigo, as tuas mamas, o teu queixo, nariz e olhos. Por fim, a envolver tudo como uma cortina privada, o teu cabelo faz um túnel de cima a baixo. Agarras a cabeceira da cama com as tuas mãos. Eu elevo as minhas para te segurar nas tetas, ainda quentes do chocolate. Agarro com força nas minhas bóias de prazer, nos meus balões do êxtase. Fechas os olhos.
- Dá-me prazer! - pedes-me.
Enfio a minha língua até ao fim. Respondes-me com uma inspiração profunda de prazer, acompanhada de um gemido de gata. Olhas para baixo, para veres o que faço. Os nossos olhos cruzam-se durante todo o acto sexual.
Os meus lábios junto aos teus, tenho o meu nariz no teu clítoris, que massajo na medida do possível. Esforço-me para entrar o mais dentro de ti, humedecendo o que já parece uma esponja; a tua pele impregnada do teu visco deixa-me a cara toda molhada de ti. Adoro o cheiro. Adoro o gemido. Mexes as ancas de um lado para o outro. Passo as minhas mãos para as tuas nádegas, forçando-me ainda mais em ti. Jogas a cabeça para trás quando te vens sonoramente, tentanto saltar em cima da minha cara. Sinto-te vir ruidosamente, aperto-te o peito com firmeza, sentindo os mamilos nas minhas palmas...
Assim ficamos uns segundos, até abrires as pernas e saíres de cima de mim...
Deitas-te ao meu lado, abraças-me e beijamo-nos longamente. Meto a mão direita entre as tuas pernas, bem junto ao teu sexo, para sentir o seu calor. Não me mexo, só te quero sentir. Adormecemos.
O Sol continua a sua ascendência até ao zénite. Sem saber que eu já lá estive, horas antes. Pobre astro; perderias a luz se soubesses quanta dela foi o meu prazer de ontem para hoje.
Sonho com estrelas, sentindo o calor do teu corpo junto a mim.
Acordo com um toque suave no ombro. Alguém me fala, mas não percebo nada. Estou como que drogado.
- Sir, it's time to board the plane!
Abro os olhos e o cenário é-me familiar: a sala de embarque. A minha tralha, o trolley, os jornais, o cartão de embarque na mão...
Falto eu. Sou o último a embarcar.
Em Calgary.